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Bem-vinda(o) à MarMel visualARTS do premiado artista Ton MarMel que desde infante manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, participou de dezenas de salões, exposições no Brasil e exterior, é Doutor em Direito Público que tem a missão de oferecer conhecimento, obras e serviços de excelência com criatividade, segurança e eficiência. 


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sábado, abril 12, 2014

MONA LISA: ESTRELA DO GRAFITI MUNDIAL

Percorrendo imagens de coisas interessantes no Google deparei-me com uma dessas imagens conhecidas desde a infância que vem inspirando grafiteiros do mundo inteiro: Mona Lisa, pintura de Leonardo Da Vinci.



A constatação foi incrível e de fato a Mona Lisa pintada por Leonardo Da Vinci é a obra mais reproduzida no mundo de todos os modos, formatos e em todo tipo de superfície e textura que se possa imaginar, especialmente no universo do grafiti.



Esses grafitis que selecionei rapidamente, em particular, acho-os incríveis, para não dizer hilários! Tenho visto igualmente estampados em camisetas, canecas de chá e uma infinidade de objetos dos quais guardo as imagens no meu laptop e que com mais tempo postarei.

Enquanto isso, vamos desfrutar um pouco da viagem visual desse universo do grafiti.


Mona Lisa é uma das mais populares pinturas do artista renascentista Leonardo da Vinci. Também conhecida como Gioconda, foi retratada por Da Vinci entre os anos de 1503 e 1506. É uma pintura em óleo sobre madeira de álamo e esta exposta no Museu do Louvre em Paris.


Quem foi Mona Lisa ?

Existe um grande mistério, mesmo entre a comunidade que estuda a História da Arte, sobre quem foi a mulher retratada nesta pintura. Existem algumas hipóteses. Poderia ser uma imagem idealizada de mulher, pintada pelo artista. Outra hipótese é que seria um auto-retrato de Leonardo da Vinci, vestido de mulher.

Porém, a hipótese mais aceita no momento, defende que Mona Lisa era Lisa Del Giocondo, esposa do rico comerciante italiano Francesco del Giocondo. 


Características principais da obra


Mona Lisa destaca-se pela estética, técnicas e recursos artísticos utilizados. O sorriso enigmático e a expressão serena são as características mais marcantes da pintura. 



Da Vinci buscou também retratar uma harmonia entre a humanidade e a natureza. Isto é observado na harmonia existente entre Mona Lisa e a paisagem de fundo.



Os conhecimentos matemáticos também foram usados na confecção da obra, onde o pintor buscou atingir a perfeição e o equilíbrio.



Nesta obra Da Vinci usou com perfeição a técnica do sfumato. Esta técnica consiste em criar gradientes na criação de sombra e luz numa pintura. Leonardo da Vinci é considerado o criador desta técnica.















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PORTAS

EXISTE UMA NOVA PORTA ABERTA: A PORTA DA FELICIDADE. Quando se fala em porta alguem sempre lembra da porta do coração, da porta dos desesperados, da porta de sua casa, ou de algo que é capaz de estabelecer um limite entre um espaço externo e algo que se queira manter em segurança e privacidade.


Mas, as portas revelam-se bem mais que suas aparentes impressões e finalidades! Possuem a personalidade de seus proprietários.




Comumente dizem, quando uma porta se fecha para você, em algum lugar existe uma outra porta que está escancaradamente aberta à sua espera. Se um obstáculo se transpõe em seu caminho, existe uma nova trilha ao redor pela qual você poderá passar. Quando o plano A fracassou e também o plano B, sempre existe o plano C que poderá levá-lo onde você deseja chegar.




Quando um alvo parece impossível, sempre existe alguma coisa que você poderá fazer e que ainda não havia pensado para que ele se torne possível. Sempre existe uma nova porta aberta.




Lembre-se que quando uma abordagem fracassa, essa experiência se transforma numa excelente oportunidade de experimentar uma outra nova abordagem. Existe uma nova porta aberta a você, sempre!



Impressionam as cores no cotidino. O azul turquesa, o amarelo curry e mostarda são inexplicáveis, e uma porta pintada em azul turquesa, curry ou mostarda tem em si um mistério peculiar. Então, quando me deparei com uma ou duas dessas portas turquesas requintadas, espalhados por toda uma pesquisa de imagens do Google, um tema blog imediatamente foi desenvolvido em minha mente e eu rapidamente refinei minha busca para encontrar algumas das mais agradáveis imagens para os olhos, a fim de compartilhar com vocês!


Assim, depois dessa pesquisa decidi: um dia eu pretendo ter uma porta azul-turquesa!

E você? De que cor é a sua porta, ou qual a cor que você gosta de pintar a sua porta?

























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quinta-feira, abril 10, 2014

DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO

Nestes tempos de Copa de Futebol os Estados brasileiros que vão sediar jogos criaram às pressas cartilhas sobre a língua inglesa para ajudar trabalhadores a entender minimamente turistas estrangeiros. Então, aproveitando a oportunidade eis uma humorada sugestão de artistas visuais.



"Mim quer pintar,
Mim gosta ganhar dinheiro (dinheiro)
Me want to paint,
Me love to get the money (money)

Mim é brasileiro,
Mim gosta arts, bikini, footbol, banana (banana)
Mas mim também quer votar
Mim também quer ser bacana (bacana)

Mim quer pintar,
Mim gosta ganhar dinheiro (dinheiro)
Me want to paint,
Me love to get the money (money)

Mim gosta tanto pintar
Mim é arteiro
Mas mim precisa ganhar
Mim gosta ganhar dinheiro (dinheiro)

Mim quer pintar,
Mim gosta ganhar dinheiro (dinheiro)
Me want to paint,
Me love to get the money (money)
Money (money), dinheiro (dinheiro), money (money), dinheiro (dinheiro), money (money), dinheiro (dinheiro)

Mim quer pintar,
Mim gosta ganhar dinheiro (dinheiro)
Me want to paint,
Me love to get the money (money)
Money (money), dinheiro (dinheiro), money (money), dinheiro (dinheiro), money (money), dinheiro (dinheiro)"



(Mim quer tocar, de Ultraje a Rigor em versão de Ton MarMel) 




sábado, abril 05, 2014

ABSURDO DE 1 MILHÃO POR HORA PARA CONGRESSO

Do bolso do contribuinte saem R$ 1 milhão por hora para o Congresso.


É DE LASCAR! Sustentar gente ordinária não é fácil. Não dá para aguentar !!! 

Este é o valor que o Congresso recolhe dos impostos pagos pela população, a cada 60 minutos, para financiar os gastos das duas Casas. A previsão para 2014 é que Câmara e Senado consumam R$ 8,7 bilhões.


A cada hora, praticamente R$ 1 milhão saem dos cofres públicos para bancar a fatura anual do Congresso. Com orçamento autorizado de R$ 8,73 bilhões em 2014 para custear salários e regalias de parlamentares, além de toda a estrutura das duas Casas, Câmara e Senado vão na contramão daquilo que a população cobrou a partir de junho do ano passado, nas manifestações de rua: eficiência nos gastos públicos e foco nos setores estratégicos para o desenvolvimento do país, como saúde e educação. Por dia, a Câmara e o Senado gastam, em média, R$ 23,9 milhões. É como se as duas Casas sangrassem o Tesouro à razão de R$ 16,6 mil por minuto. Se esta reportagem for lida em cinco minutos, o Congresso brasileiro terá consumido cerca de R$ 83 mil nesse tempo.


Entre 1º de janeiro e ontem, o Congresso gastou cerca de R$ 2,08 bilhões, de acordo com dados do portal Siga Brasil, mantido pelo Senado Federal. A maior parte do valor foi gasto na Câmara, com R$ 1,24 bilhão. Desses reais, cerca de R$ 170 milhões foram escoados nos chamados restos a pagar, que são pendências do exercício anterior. O Senado, por sua vez, já gastou outros R$ 839 milhões. E não para por aí: por conta da forma como está organizado o processo orçamentário brasileiro, cada órgão pode acabar com gastos autorizados ainda maiores do que a dotação inicial prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do respectivo ano. “O processo começa com o Ministério do Planejamento, que elabora uma projeto de lei com base em projeções recebidas dos órgãos. Em seguida, esse texto vai ao Congresso, que adiciona as emendas parlamentares e aprova a proposta, com data-limite em 22 de dezembro”, explica o especialista em orçamento público Thiago Vesely.

“Depois de aprovado, o chefe do Executivo edita o chamado decreto de programação orçamentária e financeira, também conhecido como ‘corte’, bloqueando uma parte dos recursos de cada órgão do Executivo. Mas, uma vez atingido o superavit pretendido, os recursos podem ser liberados”, continua Vesely. Aqui, surge a primeira desigualdade no tratamento: Congresso e Judiciário não são atingidos pela tesoura que aflige ministérios e outros órgãos do Executivo. “Uma vez aprovado o orçamento, cada um faz o que quer. E só o Executivo faz esse corte”, completa o especialista. Outra forma de realocar recursos para aumentar a verba disponível em cada órgão é por meio dos chamados créditos suplementares, que são enviados pelo Executivo e votados pelo próprio Congresso.




(Fonte: Correio Braziliense de 05.04.2014)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2014/04/05/interna_politica,421504/do-bolso-do-contribuinte-saem-r-1-milhao-por-hora-para-o-congresso.shtml

quinta-feira, abril 03, 2014

CORRUPÇÃO NA CULTURA

Assim como ocorre na maioria dos Estados brasileiros, os recursos para a Cultura no Distrito Federal eram limitados praticamente ao Fundo de Apoio à Cultura – FAC, e não passavam de 6 ou 7 milhões por ano. Além do FAC, apenas alguns poucos apadrinhados podiam contar com recursos de emendas de parlamentares distritais para seus projetos, e não eram lá grandes recursos.

(Fluxograma da Corrupção na Cultura, por Ton MarMel)


A primeira grande mudança desse cenário em Brasília veio em 2008, com a aprovação de uma Emenda à Constituição do DF (Lei Orgânica do Distrito Federal) negociada entre artistas e o então governo Arruda, com apoio da oposição política na época.

Com a aprovação da referida Emenda o FAC passou a contar com 0,3% da Receita Corrente Líquida do DF (RCL), o que elevou o orçamento para área cultural em cerca de 35 milhões a partir de 2009, significando um aumento de 400% imediatamente, de um ano para o outro.

A partir daí, a parcela cultural de Brasília dependente de financiamento público passou a contar com valores mais consistentes e a produção cultural passou a responder positivamente aos investimentos.

Acontece que, o cheiro da tinta fresca do dinheiro público logo atraiu o interesse de corruptos que planaram como urubus sobre diversos setores, até achar a presa mais vulnerável; e nada está mais desprotegida que a cultura!

Assim e conforme sintético fluxograma anexo, vê-se o quadro triste e trágico para obtenção de recursos públicos no Distrito Federal. Por isso, desde a elevação do FAC para 0,3% da Receita Líquida do DF, artistas passaram a se preocupar mais com a ineficácia do modelo de fiscalização burocratizado do Estado, que não vai a campo conferir obras, instalações, galerias e investimentos do dinheiro público, principalmente quando há a possibilidade de fraudes em relatórios recheados de notas fiscais frias.

Ante isso, o risco do mau uso das verbas do FAC e consequente prejuízo à sua imagem passou a ser preocupação para os artistas que vislumbram na Cultura a mesma sorte do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT no Distrito Federal, vítima de falcatruas que o deixaram completamente desmoralizado.

Como se vê, não é de hoje que a classe artística se preocupa com o bom uso do dinheiro público destinado à cultura e sua fiscalização, mas o zelo excessivo de setores encarregados da análise e acompanhamento de projetos culturais passa longe de coibir desvios, furtos e corrupções, especialmente no que diz respeito à papelada documental exigida de antemão dos proponentes às verbas destinadas à cultura, em contrapartida a fiscalização “in loco” praticamente inexistente.

As prestações de contas pelos contemplados com verbas destinadas à cultura são examinadas por comissões e conselhos na Secretaria de Cultura. Os atrasos na prestação de contas ou desvios de recursos dão origem a exames por equipes de Tomada de Contas Especiais. Além disso, o controle interno do governo do DF, o Tribunal de Contas do DF e o Ministério Público examinam denúncias, fazem auditorias nas prestações de contas, conferem tudo! Por fim, o Poder Legislativo distrital exerce sua competência plena de fiscalizar as contas dos demais poderes no DF.

MAS, COM TANTA FICALIZAÇÃO, A CORRUPÇÃO NA CULTURA CRESCE POR QUÊ?

A resposta está na falta de fiscalização “in loco”, real e efetiva, e sua substituição pela simples e burocrática apresentação de notas fiscais, recibos e extratos bancários: documentos de fácil maquiagem pelos espertalhões em falcatruas.

Mas esses espertalhões não existem isoladamente no tempo e espaço. Eles possuem estreitas relações com o modo de fazer política e com as políticas públicas no geral.

Veja bem, no fluxograma anexo há apenas um caminho honesto de viabilizar projeto cultural com verba pública no Brasil, mas existem inúmeros assédios de corruptos que podem levar ao caminho da malandragem para se obter o mesmo patrocínio público, e todos os caminhos citados são tais como ocorrem na realidade.

No cronograma fica claro que podem ser confeccionados e apresentados documentos falsos para muitas prestações de contas, principalmente as de grandes valores. Os diálogos apresentados no fluxograma repetem exatamente as “senhas” usadas pelos corruptores, basta lembrar das gravações telefônicas da polícia que se vê nas reportagens policiais nas Tv’s.

Por outro lado, a imprensa noticia a criação de tantos órgãos de fiscalização sem resultado eficaz que os pretendentes à verba pública cultural até chega a pensar que não há risco em aceitar uma proposta de caminho mais fácil para ter seu projeto cultural aprovado mais rapidamente. Mas, note-se que os casos de corrupção mais notórios nas últimas décadas não foram descobertos pelos órgãos de fiscalização, ao contrário, vieram à tona em virtude de alguma briga interna da quadrilha ou por denúncia de alguém que conviveu com os criminosos, e que resolveu mudar de lado por algum motivo nem sempre nobre.

E POR QUE A FISCALIZAÇÃO NÃO PEGA DESVIOS DE GRANDES VALORES?

Pegar até pega!!! Mas pegar, noticiar e levar até as últimas consequências são coisas bem diferentes.

Em verdade os órgãos de fiscalização atuam bem, mas geralmente grandes desvios de verbas públicas têm participação de pessoas com influência até - e inclusive - nos próprios órgãos de fiscalização, de modo que a coisa tem funcionado pervertidamente como “quem entrega um boi para as piranhas, para poder atravessar o rio com toda a boiada, logo a seguir, num lugar situado um pouco mais acima do rio”, ou seja, geralmente quando se detecta o desvio de verba pública essa constatação causa o clamor social pela mídia, e certamente por trás desse desvio e cortina de fumaça existe uma corrupção de volume imensamente superior ao noticiado pela mídia.

E COMO AS AUTORIDADES CORRUPTAS ADQUIREM PODER SOBRE QUEM AS FISCALIZA?!

Através de eleições para vereador, prefeito, deputado, senador, governador, presidente.

A partir do momento em que são eleitos os corruptos usam o poder do cargo para acumular mais poder, e os órgãos de fiscalização são estratégicos para eles. 

No caso do Tribunal de Contas do DF, por exemplo, a Lei Orgânica do DF diz que somente os ocupantes da minoria dos cargos do TCDF podem ser indicados pelo governador, e que a maioria dos membros é indicada pelo Legislativo (Câmara Legislativa) porque é esse poder que fiscaliza as contas do próprio Poder Legislativo e demais poderes do DF (Executivo e Judiciário).

Então um governador (ou Chefe do Poder Executivo Federal ou Estadual) corrupto vai arranjar um jeito de indicar mais membros do Tribunal de Contas e demais Poderes (inclusive no STF), e eles fazem isso impondo os nomes de seus indicados às vagas aos cargos. Eles negociam com sua bancada de apoio partidário (que são os partidos que apóiam o governo e possuem membros que ocupam cargos no governo) para apoiarem os nomes que eles indicam.

Assim, em decorrência do fato da bancada governista ser maioria no Legislativo (federal, estadual e municipal) o prefeito, o governador e o presidente da república possuem meios para impor os nomes de seus apadrinhados.

Enfim, vale lembrar que a história tem dado exemplos inclusive recentes de que o corrupto não tem um projeto de governo que convença a maioria a apoiá-lo para trazer melhorias sociais. Então ele precisa comprar deputados, senadores e vereadores para apoiá-lo, e a moeda dessa compra são os cargos no governo (federal, estadual e municipal) que ele oferece aos parlamentares para fazerem parte de sua base governista, e esses parlamentares que se vendem usam esses cargos no governo para dar emprego aos seus apoiadores políticos, e assim se fortalecerem, tal como ocorreu no caso do famigerado Mensalão.

Outras moedas usadas para compra de vereadores, deputados e senadores são as emendas parlamentares. O governo autoriza que façam emendas no orçamento para realizarem projetos que o próprio deputado irá escolher. Muitos deles usam suas emendas para atividades culturais, mas não porque gostam disso, mas porque a contratação de artista pode ser feita sem licitação e isso facilita o desvio do dinheiro público.

Assim, fazem emendas para beneficiar os artistas que o apóiam politicamente, ou pior, desviam o dinheiro para eventos em publicidade, com superfaturamento nos cachês, obrigando artistas a devolverem uma parte do dinheiro recebido, e foi assim que aconteceu em 2013, quando a área da cultura foi campeã de emendas e recebeu mais dinheiro que o setor de obras públicas sem que a população tivesse qualquer benefício cultural em contrapartida à verba declarada e gasta.

No aniversário de Itapoã (cidade satélite próxima a Brasília), por exemplo, um golpista comprovou ter pago cachê de 350 mil reais ao cantor Amado Batista. Apesar de ter dado o recibo, o artista declarou que só recebeu 70 mil no final de tudo.

Em 2013, um deputado distrital foi cassado por causa de desvios de recursos de uma emenda dele.

No Fórum de Cultura do DF, em novembro, referindo-se às ditas emendas parlamentares, a Drª Maria Lúcia, promotora do Ministério Público do DF, disse que “a cultura do DF foi tomada por uma quadrilha”, e a filmagem dessa reunião pode ser vista inclusive no youtube.

ENTÃO A CULPA DA CORRUPÇÃO NA CULTURA É DO POVO QUE ELEGE CORRUPTOS?!!

Não! Nem sempre. O povo acaba votando nos nomes que ele acredita que podem trazer melhorias sociais, mas muitos candidatos não possuem sequer noção do que irá fazer depois de eleito, quando ocupante do cargo no cotidiano.

Além disso, mesmo depois da eleição, o eleitor não tem qualquer meio de controlar o mandado de quem elegeu, e, por outro lado, quem foi eleito se sente inatingível, e, portanto, livre para fazer o que bem entende com a procuração que recebeu através do voto.

Não basstasse isso, a maioria dos candidatos não possui oportunidade de se apresentar ao eleitorado por falta de dinheiro para bancar o tempo e espaço na grande mídia, tal como acontece com a grande maioria dos artistas.

Assim, a maioria dos candidatos que é eleita é exatamente a mesma maioria que apareceu mais na mídia e na propaganda eleitoral, e curiosamente são os mesmos candidatos bancados por grandes empresas e grupos econômicos que, coincidentemente, também fazem parte da base de apoio ao governo, fato que, inclusive, provoca concorrência desleal e não merece sequer o apelido de eleição, e muito menos de eleição democrática, pois o povo vota sem conhecer os candidatos que poderiam esclarecer as mentiras, falsidades e hipocrisias que são apregoadas por grupos políticos majoritários, na maioria das vezes.

Assim, quem produz cultura, quem quer produzir cultura, quem quer mais cultura honesta fica sem saber o que fazer para sobreviver honestamente do seu ofício de artes sem a ajuda de recursos públicos a patrocinar-lhe, pois vive o dilema de continuar a levar uma vida precária, permanecendo no anônimato, fora do circuito público de artes, ou fica tentado a entrar na dança dos corruptos para sobreviver, permanecendo em todo caso indignado com a realidade do país que possui o dinheiro como o principal e maior eleitor atual.


Dessa maneira, lembrando versos da poetisa Elisa Lucinda manifesto:


Meu coração está aos pulos! 

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? 

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." 

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!






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terça-feira, abril 01, 2014

PAZ e PAZarte

O artista tem procurado fixar nos trabalhos que executa, mesmo inconscientemente, sua ideologia, seus temores e seus sonhos. Toda essa mitologia está presente tanto no que pinta quanto no que esculpe, escreve ou diz.





A paz como sonho e esperança também tem sua presença na obras dos artista populares, Não uma Paz no sentido filosófico, discutida nos gabinetes dos líderes políticos e expressa em documentos, mas uma paz que reflete os sentimentos do próprio povo na busca da sobrevivência do dia-a-dia.

Apropriando-se das idéias do povo, o artista expressa os seus próprios sentimentos, registrando-os através de sua obra iconográfica ou  literária, ao mesmo tempo que registra a própria expectativa de uma PAZ efetiva e duradoura entre os povos da Terra.

Iaperi Araújo

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O PROJETO E A OBRA, ASPIRAÇÃO E REALIDADE

Este é um trabalho que não deveria existir. È o resultado do estado de espírito do homem moderno, que, como os habitantes deste planeta na Idade da Pedra, continua a perseguir o ideal de paz e  liberdade que era de se supor já ter sido alcançado na terra. E é o reconhecimento da ausência da paz e a necessidade de promovê-la a razão deste trabalho.

Ao idealizarmos essa obra, buscamos o auxílio de nomes expressivos de nossa literatura e artes plásticas, por sentirmos serem estes artistas as pessoas verdadeiramente qualificadas para falar da paz, pessoas que associam suas vidas a um processo contínuo de criação, e cuja sensibilidade desencadeia o ciclo apaziguador de angústia/realização/equilíbrio.

Contatos gratificantes, adesões entusiasmadas, colaboração e envolvimento, foi esta a experiência adquirida com este projeto, através do qual trazemos ao leitor uma visão abrangente do sentido da paz.

Muitos artistas vêem-na como impossível, busca permanente; outros a vêem como esperança a mover o mundo; alguns falam da paz interior; outros pretendem a paz universal. A paz de uma paisagem, ou de uma imagem vivida ou sonhada, a paz que vem do amor à natureza e a seus fenômenos, a paz vivida e valorizada após as grande guerras. Conflitos deflagrados, ligas e documentos em prol da paz, históricos armistícios, todos os aspectos foram abordados, com profundidade e sabedoria, pelos artistas que ora lhes apresentamos. O humor tampouco esteve ausente (não será este também uma grande fonte de paz?): pinceis de diversos artistas retrataram uma paz jocosa e otimista.

Marcam também este projeto os artistas populares que, tanto através de trovas e poesia de cordel, como através da pintura ingênua, nos levam à sua dimensão de paz: espontaneidade, simplicidade na maneira de busca-la, simbolizada como aparece, na obra destes artistas, na forma de uma flor, uma oração ou da tão aclamada pomba da paz.

Esperamos ter alcançado nosso objetivo, acreditando oferecer ao visitante um panorama expressivo da literatura e da pintura brasileira, voltadas para um tema de suma importância em nossos dias, para o qual tantos se voltam, sempre com intuito de promover, estimular e concretizar a paz. Esta mostra, ora virtual, representa a realização de uma idéia, à qual aderiram artistas nacionais. A eles, os nossos agradecimentos; e ao visitante, a nossa esperança de que um pouco de paz lhes chegue através dessa mostra, tanto pelo prazer estético oferecido pelas pinturas, quanto pelos textos em prosa ou poesia, pródigos em conceituações, sonhos e lirismo, que aos poucos e na medida do possível publicaremos.

***

PAZarte foi o título original do projeto de arte PAZ, elaborado em 1989 com patrocínio da Fundação Banco do Brasil, que gerou – dentre seus filhos - exposições, livro, e, mais, contou com a valiosa participação de pintores, poemas e poetas tais como:

ESCRITORES: Lélia Coelho Frota, João Cabral de Melo Neto, Claudia Ribeiro, Fernando Vieira, Antonio Callado, Walmir Ayala, José Paulo Moreira da Fonseca, Paulo Mendes Campos, Ferreira Gullar, Homero Homem, Raquel de Queiroz, Gilberto Mendonça Teles, Marly de Oliveira, Affonso Romano de Sant’Anna, Carlos Nejar, Paulo César Pinheiro, Stella Leonardos, Lúia Regina de Lucena, Ronaldo Bôscoli, José Costa Leite, Alberto Beuttenmüller, Maria Lúcia Dahl, Margarida Ottoni, Cyro Pimentel, Moacyr Laterza, Abgar Renault, Neson Senise, João Domingues Maia, Américo Jacobina Lacombe, Maria Cecília Motta, Márcia Peltier, Heloísa Severiano Ribeiro, Ledo Ivo, Dorian Gray Caldas, Billy Blanco, José Lino Grünewald, Olga Savary, Carlos Drumond de Andrade, Jair Desidério da Silva, Geraldo Pinto Rodrigues, Carlos Emílio Correa Lima.     
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PINTORES: Carlos Scliar, Pietrina Checcacci, Amaury Chaves, Francisco Brennand, Jamilson Pedra, Antônio Poteiro, Bellá Paes Leme, Ângelo de Aquino, Fukuda, Glauco Rodrigues, Fernando P., Eduado Camões, Robéri Gomes, Renato Sá, Reynaldo Fonseca, Márcia Barrozo do Amaral, Frank Schaeffer, Newton Mesquita, Fani Bracher, Inimá de Paula, Marília Kranz, Carlos Araújo, Afrânio Casto Branco, Antonio Maia, Eduado Zimmermann, Octávio Hurtado, Gil Vicente, Roberto Feitosa, Roberto Lúcia, César Villela, Emammanuel Nassar, Armando Merege, Fenando Lopes, Jenner Augusto, José Guedes, Fernando Calderari, Lielzo Azambuja, Nair DE Carvalho, Aldir Mendes de Souza, Maria Cecília Motta, Raul da Matta, Calasans Neto Rosina Becker do Valle, Fernando Coelho, Enio Pippçman, Cláudio Tozzi, Maurício Magalhães, Inos Corradin, Raul Córdula, Doran Gray Caldas, Takashi Fukushima, César Romero, Mauricio Arraes, Sérgio Bopp, Thereza Carvalho, Ivan Freitas, Carlos Bastos, Ton Marmel, Carlos Anesi, Lourenço, Carlos Bracher.
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