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Bem vinda(o) à página de Ton MarMel, Artista Visual, que desde criança manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebeu inúmeros prêmios, participou de dezenas de salões de artes, exposições INDIVIDUAIS no Brasil e exterior, é Advogado, doutor em Direito Público há mais de 15 anos, que tem a missão de oferecer obras de artes, serviços artísticos experientes e conhecimentos de excelência com criatividade, segurança e eficiência, inclusive para ASESSESSORIA ARTÍSTICA, CONSULTORIA ON LINE.  (º--º)  Meu trabalho é conhecido e reconhecido por várias pessoas físicas e jurídicas pois presto serviços e ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPOS, inclusive como PALESTRANTE sobre arte social, direito, projetos sociais de relevância, desenvolvimento pessoal, motivação, empoderamento, liberdade emocional.



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domingo, agosto 20, 2017

NÃO TE AMO MAIS

(Lendo de baixo para cima e depois de cima para baixo tem-se... )

É TARDE DEMAIS...
SINTO, MAS TENHO QUE DIZER A VERDADE
EU TE AMO!
E JAMAIS USAREI A FRASE
JÁ TE ESQUECI!
SINTO CADA VEZ MAIS QUE
ALIMENTO UM GRANDE AMOR.
NÃO PODERIA DIZER QUE
VOCÊ NÃO SIGNIFICA NADA.
SINTO DENTRO DE MIM QUE
NADA FOI EM VÃO.
TENHO CERTEZA QUE
AINDA TE QUERO COMO SEMPRE QUIS.
ESTAREI MENTINDO DIZENDO QUE

NÃO TE AMO MAIS.



(LENDO DE CIMA PARA BAIXO E DEPOIS DE BAIXO PARA CIMA TEM-SE... )

NÃO TE AMO MAIS.
ESTAREI MENTINDO DIZENDO QUE
AINDA TE QUERO COMO SEMPRE QUIS.
TENHO CERTEZA QUE
NADA FOI EM VÃO.
SINTO DENTRO DE MIM QUE
VOCÊ NÃO SIGNIFICA NADA.
NÃO PODERIA DIZER QUE
ALIMENTO UM GRANDE AMOR.
SINTO CADA VEZ MAIS QUE
JÁ TE ESQUECI!
E JAMAIS USAREI A FRASE
EU TE AMO!
SINTO, MAS TENHO QUE DIZER A VERDADE
É TARDE DEMAIS...

(Clarice Lispector. Não te amo mais)



terça-feira, agosto 15, 2017

ANJOS EXISTEM

Anjos existem e estão na arte sacra e na arte religiosa.


Arte Religiosa e Arte Sacra.

Deve-se distinguir entre arte religiosa e arte sacra. A diferença está fundada não tanto nos caracteres intrínsecos de ambos e na inspiração de cada uma, mas no destino da obra artística. Existem obras de profunda inspiração religiosa e que, não obstante isto, não são destinadas ao culto, e portanto, não devem ser consideradas propriamente como sendo "arte sacra".

Em geral, pode-se dizer que é arte religiosa aquela que reflete a vida religiosa do artista. A virtude da religião tende a produzir no homem uma atitude substancialmente interna, de submissão, adoração, de fé e esperança e, sobretudo, de amor a Deus. A arte religiosa deve ter esta mesma finalidade e para que isso ocorra é necessário que a arte - conservando o característica intrínseca - se subordine ao fim da religião.

A "arte sacra" é aquela arte religiosa que tem um destino de liturgia, isto é, aquela que se ordena a fomentar a vida litúrgica nos fiéis e que por isso não só deve conduzir a uma atitude religiosa genérica, mas há de ser apta a desencadear a atitude religiosa exigida pela Liturgia, quer dizer para o culto divino.

NÃO DESISTA DE SEUS SONHOS. VOLTE A SONHAR E REALIZAR SEUS SONHOS - Eu estava andando nos corredores do Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Regional Federal em Brasília e automaticamente comecei a observar os transeuntes que por mim passavam...

Cada dia que passa vejo mais pessoas desistindo de seus sonhos. Na rua, às vezes, fico observando todo mundo que passa e consigo separar, só em olhar, aqueles que já abandonaram seus sonhos ou desistiram de lutar por eles. Não é muito difícil identificá-los - basta fixar em seus olhos -, todos perderam aquele sinal característico dos sonhadores - os olhos brilhantes, apaixonados e teimosos -, seus olhos passaram a ser opacos e introspectivos, revelando um enorme vazio.

Preocupa-me muito esse aumento desenfreado de realistas e céticos, que perderam sua paixão e seu amor, e, pior ainda, como estão conseguindo contaminar outras pessoas tão rapidamente.

Nós temos que detê-los, pois o mundo e a humanidade evoluem graças aos sonhos. 

Temos de nos lembrar que tudo que foi e está sendo realizado e construído na terra foi antes uma fagulha que incendiou a cabeça de alguém, culminando com a realização de um grande sonho, uma grande paixão, um desejo, uma família.

Se essas pessoas tivessem desistido, muitas coisas seriam diferentes no nosso dia-a-dia.

Você consegue imaginar o mundo sem a luz elétrica, o telefone, o automóvel? Foram Pessoas como nós, que um dia vislumbraram a possibilidade de obtê-los ou construí-los e passaram praticamente a vida inteira lutando para concretizar suas visões, seus sonhos, suas paixões.

E quantas vezes foram chamados de loucos ou foram ridicularizados, quando uma experiência não dava certo. Mesmo assim não desistiram.

Não desista, volte a sonhar! Não abandone seus sonhos! Não perca seus sonhos de vista! E, claro, REALIZE SEUS SONHOS.

"Se você pode sonhar, pode fazer". (Walt Disney).

ALGUMAS MENTIRAS

Quando comecei a trabalhar em agência de propaganda eu via um certo glamour em estar sempre ocupada, abraçar mais de dez projetos ao mesmo tempo, passar horas em reuniões intermináveis e trabalhar até de madrugada. O que o tempo me mostrou é que, na verdade, eu tinha a necessidade de me sentir importante e competente e todas essas atividades me faziam sentir dessa forma. Quando você identifica a sua necessidade primária, fica mais fácil entender o você precisa mudar em vez de simplesmente aceitar que é assim que deve ser.


Quando eu percebi que para me sentir importante e competente eu só precisava fazer meu trabalho muito bem feito, eu passei a controlar o tempo das reuniões, a dizer não para projetos que não faziam sentido ou que eu não conseguiria fazer com a mesma qualidade por estar cuidando de outras coisas e, raramente, ficava até depois das oito e meia trabalhando.

Mas, não é fácil reconhecer ou admitir qual é o problema e qual é a verdadeira necessidade por trás de alguns dos nossos comportamentos. Por isso, é inevitável começarmos a encontrar desculpas para justificar o motivo pelo qual a nossa vida é do jeito que é.

Um filme que eu amo e relata isso muito bem é "O Diabo Veste Prada". A frase preferida da personagem principal, a Andy, é: "Eu não tive escolha.", sempre que tenta explicar para todo mundo o por quê dela aceitar os absurdos vindo da chefe.

A grande verdade é que sim, sempre temos escolha. O que acontece é que nem sempre estamos dispostos a lidar com as consequências e por isso criamos mecanismos de defesa para nos auto-proteger. Aqui vão algumas das mentiras que eu costumava contar a mim mesmo até que decidi mudar:

1. Se eu tivesse mais tempo eu faria "isso".

Como "isso" entenda qualquer coisa que você não faça por falta de tempo. Pode ser um curso de línguas, exercícios físicos, sair mais com os amigos, ler um livro, fazer caridade, não importa. Falta de tempo (e o trânsito) virou a desculpa universal para justificar o fato de que não somos disciplinados quando o assunto é gerenciar as 24 horas do nosso dia. Uma coisa que eu aprendi é que quando você REALMENTE quer fazer uma coisa, você arruma tempo, por mais ocupado que você seja.

A questão aqui é que, ou você quer muito uma coisa, ou você não quer tanto assim e o tempo não pode ser a desculpa por você não fazer.

Eu sempre quis ter um corpo sarado (#quemnunca). Toda vez que aparecia uma nova musa-com-o-corpo-mais-perfeito eu ficava me sentindo mal e pensando que eu devia me dedicar mais ao esporte, caminhada, ginástica, malhação. Mas sabe qual é a verdade? Eu gosto da ideia de ter um corpo sarado, mas eu nunca quis acordar as seis da manhã e ir à academia sete dias por semana, nem tomar shakes de Whey no café da manhã, nem comer batata doce no almoço ou claras de ovos no jantar. E esse era o meu problema, mas eu sempre tentei me convencer de que eu não era sarado porque eu não tinha tempo.

Aí você pode me dizer, "Mas MarMel, eu juro que eu não tenho tempo para nada, minha vida é trabalhar."

Eu acredito em você, mesmo! Só que ser ocupadíssimo também é uma escolha. Nós investimos nosso tempo naquilo que é importante para nós, por isso, se você está trabalhando oitenta horas por semana, é porque tem alguma coisa que você queira mais do que tudo e que vai ser resultado desse tempo investido no trabalho. E assim, você está deixando de fazer outras coisas que no fundo não devem ser tão importantes assim.

2. Se eu tivesse mais dinheiro eu poderia fazer "isso".

O dinheiro sempre foi a maior desculpa para tudo na minha vida. "Não faço exercícios porque não tenho dinheiro para academia. Não falo inglês porque não tenho dinheiro para pagar um professor particular. Não mudo da casa dos meus pais porque não tenho dinheiro para pagar aluguel". Um monte de bobagem. É claro que muita gente realmente tem um orçamento apertado. Acredite, eu já fui essa pessoa um dia. 

E justamente por ter alguma experiência sobre o que era ter uma conta eternamente negativa que eu te digo que dinheiro não é desculpa para não fazermos as coisas.

Usamos a falta de dinheiro para nos convencer de que nossa vida não é incrível porque vivemos numa sociedade injusta e desigual onde os ricos podem tudo e os pobres não podem nada. Mas eu vou te dizer uma coisa, quer fazer exercícios? Todos os parques são gratuitos. Quer estudar uma língua? Hoje é possível fazer isso de graça na internet através de sites como o Duolingo. Quer viajar? 

Existem sites como o Couchsurfing em que as pessoas deixam você dormir na casa delas sem ter de pagar nada por isso.

É claro que estes são alguns pequenos exemplos, mas são coisas das quais eu mais ouço as pessoas reclamando de que não podem fazer sem dinheiro. Além disso, quando prestamos mais atenção em como gastamos nosso dinheiro, fica mais fácil de fazer com que ele não desapareça.

3. Se "isso" acontecesse, minha vida seria perfeita.

Aqui o "isso" pode ser comprar uma casa, arrumar uma namorada bacana, cabeça boa, ser promovido no emprego. O nosso grande problema é que o "isso", nesse caso, nunca será suficiente. É a lei da vida. O ser humano nunca está totalmente satisfeito com o que ele tem e está sempre querendo algo mais para ser feliz. Parece que é essa coisinha que falta que nos impede de ter uma vida completa.

O problema é que, quando estamos sempre olhando para o que está por vir, deixamos de aproveitar e agradecer pelo que temos hoje. Mas eu não vou te dar o conselho óbvio da auto-ajuda que é viva o presente e agradeça pelo que você tem hoje. Minha dica é: use essa necessidade que é inerente ao ser humano de sempre querer o que não tem como motivação, e não como a razão pela qual você não é feliz. 

Aprecie o desafio de correr atrás desse objetivo e deixe que isso te faça feliz e não que a falta "disso" te faça infeliz.

4. Eu mudaria "isso" na minha vida, se não fosse "aquilo".

Eu gosto de chegar em casa e ter com quem conversar. Ao mesmo tempo, depois de uma certa idade não fazia tanto sentido para mim dividir apartamento com amigas. Além disso, se eu tivesse de pagar aluguel ou um financiamento imobiliário eu não teria feito nem metade das viagens que eu fiz e que só consegui pelo fato de haver morado com minha mãe durante um bom tempo. Não podemos deixar que filhos, gato, cachorro, dívidas, emprego, mãe ou pai doente sejam desculpas para aliviar o fato de que não temos coragem para tomar algumas atitudes e lidar com as consequências que elas trarão para as nossas vidas.

5. Eu não vivo sem "isso".

Na maioria dos casos, sim, você vive.

Parece uma bobagem, mas quando decidi que ia passar um tempo viajando algumas coisas ridículas começaram a me preocupar. 

Se tem uma coisa que eu aprendi nesse pequeno período em que eu estava viajando é que para tudo existe um jeito e que nós somos completamente adaptáveis. Não existe nada que você não vá se acostumar a viver sem, desde coisas até pessoas. Certamente podemos passar por um período de nostalgia ou saudade, mas depois de um tempo a vida se ajeita e de alguma forma compensa aquela falta.

O que nos faz ter a sensação de que "isso" é tão importante para a nossa vida ao ponto de não conseguirmos viver sem é que, muitas vezes, colocamos em coisas ou pessoas a responsabilidade da nossa felicidade.

A grande verdade é que nossa vida é feita de uma enorme lista de boas intenções que resultam algumas vezes em tentativas e muitas vezes erros. A boa notícia é que se você acordar amanhã, existe uma nova chance de tentar mais uma vez.



segunda-feira, agosto 14, 2017

A RELATIVIDADE DA BELEZA E DA ESTÉTICA

Para definir o que é belo não há uma única resposta, pois há vários parâmetros que envolvem a questão. O que agrada a um não agrada a outro; assim, trata-se de algo muito subjetivo e profundo.


Na história, os padrões de beleza exterior nunca foram estanques. Na Grécia valorizavam as medidas proporcionais, o que talvez explique porque os gregos foram os escultores do corpo humano mais admirados. Já os quadros renascentistas retrataram a mulher de formas arredondadas e de quadris largos (a Vênus de Botticelli).

Embora cada pessoa seja absolutamente única em seu conjunto de características físicas, muitos ambicionam uma aparência específica nem sempre possível de se alcançar, e quem não se encaixa no padrão pode optar entre três saídas: assumir a própria identidade, valorizando a si, ou se render e aceitar os modelos já existentes, ou ignorar todo o padrão imposto. Qual a sua escolha?

A definição do que é belo pode ser tão controversa quanto a própria definição do que é arte. O tema não ficou fora da análise de muitos filósofos que, ao longo dos séculos, tentaram achar um conceito que melhor explicasse, e a idéia do que é belo sempre refletiu as mentalidades de cada época na sociedade.

Em um momento, o belo é associado à moral e comportamento; noutro, é a expressão de Deus e toda sua criação. Em outra ocasião, com base na proporção do corpo humano, combinado às idéias, como expressão da simetria, harmonia e proporções entre elementos representados. Depois, o belo sugere a noção de gosto, na medida em que satisfaz e produz prazer. Entretanto, a partir da inserção do termo 'estética' no vocabulário do séc. XVIII, por Baumgarten, há uma hemorragia de pensamentos filosóficos, especialmente, dos alemães sobre o significado do belo; e nisso, cita-se Baumgarten, Kant, Burke, Hegel, Solger, até chegar a Charles Darwin e Einstein.

O QUE É BELO, AFINAL?

ANTIGUIDADE CLÁSSICA (a. C) – O belo é associado ao bem, á verdade, a justiça.

IDADE MÉDIA – O belo é a manifestação de Deus.

RENASCIMENTO (Sécs. XV e XVII)) - O belo é a expressão da harmonia, matemática e simetria baseada na proporção do corpo humano.

BARROCO (Sécs. XVII e parte do XVIII) - O belo caracteriza o dinamismo da vida, certeza versus incerteza, perfeições versus imperfeições, católicos versus protestantes, metafísica versus cartesianismo. Enfim, o belo é o que tem a força ou o poder de afetar as paixões e os sentimentos, mas também o intelecto de quem observa.

ILUMINISMO E BAUMGARTEN (Séc. XVIII)) - Surge o termo "estética" como estudo da experiência sensorial que apreende o belo, uma espécie de "ciência do belo". A beleza seria determinada a partir de uma organização dos objetos, o que sugere “a formação do gosto”.

KANT – O belo está na natureza. É bela a obra que produz prazer; um prazer desprovido de conceito, um prazer das sensações. Nesse sentido a beleza é a natureza. Q filósofo falava da beleza esparsa nas cosias e aquela que ornamenta as coisas. Kant, diante das questões do gosto, diz que o belo seria a representação simbólica daquilo que é ou está correto. Nesse sentido, é um conceito ausente e uma adequação de um conceito. O belo se dá subjetivamente no processo do juízo.

BURKE – O belo estaria relacionado à satisfação, ao prazer, portanto, finito.

HEGEL – O belo é visto como a aparição sensível da idéia.

SOLGER - O “bom” é a superação das contradições, enquanto o “belo” é a união das contradições.

DARWIN E O NATURALISMO (Séc. XIX) – A beleza é fundamental para a preservação da espécie e funciona como atração para 86% dos seres humanos. Na concepção darwiniana, o belo é entendido como primordial para a preservação das espécies e a beleza funciona como atração.

ROMANTISMO E PERÍODO DA INDEPENDÊNCIA DAS COLÒNIAS (Séc. XIX) – O belo só é inteligível por meio da liberdade, da liberação das regras defendidas na escolarização, no academicismo da época. Baudelaire chega a associar o termo “belo” ao instinto.

TRANSIÇÃO ENTRE SÉCULOS XIX E XX - Os filósofos do século XIX associaram o termo belo à liberdade. Época em que surgem os "ismos" (impressionismo, expressionismo, pontilhismo, realismo e adentra o séc. XX, com o cubismo, futurismo, raionismo e dadaísmo). A relação entre beleza e arte sofre o golpe irônico de Duchamp ao colocar um bidê, uma roda de bicicleta e uma pá expostos em uma galeria como obras artísticas.

SÉCULO XX – É o período da influência da Teoria da Relatividade de Einstein, no qual até a beleza é relativa, mas não grotesca, irracional ou ofensiva, e tende a preocupação social, adotando aspectos da natureza e gl
obalização.

MARMEL




quinta-feira, agosto 10, 2017

PONTO DE VISTA: NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

Tudo na vida é uma questão de contra fato, de ponto de vista.



Pessoas felizes não correm atrás da felicidade, elas vivem a felicidade. Nada no mundo torna a felicidade inalcançável quanto ao esforço de tentar encontrá-la ou estar atrás dela. Cada função normal da vida tem alguma dose de felicidade e ao usarmos os nossos próprios meios podemos nos tornar uma pessoa feliz que sabe simplesmente viver.


Com empatia demonstramos respeito, consideração aos outros e despertamos a sensação de que suas emoções, opiniões e ideias são relevantes.


Para criar boas relações basta darmos nosso tempo, paciência, atenção às pessoas; sabermos ouvir efetivamente, mostrando interesse real e não apenas aparente, e explorando mais a opinião do outro.

Cada pessoa vê o mundo de uma forma diferente e a empatia é essencial para formarmos e mantermos laços afetivos e sociais baseados no respeito, confiança e cordialidade.


Existe todo um ramo da psicologia, chamado de psicologia positiva, que se dedica a estudar os casos em que as pessoas fazem esse tipo de coisa naturalmente.


Cultivar no coração tudo que for benéfico e produtivo.

Estar sempre disposto a qualquer ação que seja verdadeiramente; em prol de uma justa causa e não apenas egoísticamente pensando em si mesmo e o outro é que se lasque.

Fazendo assim, uma considerável diferença, ao pôr em prática; o AMOR incondicional, por meio, de um espírito totalmente fraternal.

Nem tudo é o que aparenta ser. Qualquer conclusão sobre algo é tirada em relação o ponto de vista do observador. Assim, toda verdade pode ser parte da verdade maior e a verdade maior é a de todos os pontos de vista juntos. Então se você quer chegar próximo da verdade maior, observe a situação em sua plenitude e não só a verdade que você quer ver!
Dependendo do ponto de vista, do ângulo de visão tudo pode mudar, apenas o que não muda é o fato de que o nosso juiz é a nossa consciência e que a maldade nunca nos aproxima do bem.
Ao meu ponto de vista, todos nós somos apenas nada em meio a essa criação perfeita, em meio a tudo o que existe de mais bonito, nós somos apenas seres, complementos… Pessoas, sarcásticas, vazias, algumas com coração e outras apenas com mente… Interesseiras, traiçoeiras, apenas pessoas… Seres insignificantes que me fazem sentir nojo de mim mesmo, da minha própria espécie, de quem eu sou. Pessoas capazes de destruir, acabar, matar coisas perfeitas, criações esplêndidas aos nossos olhos. Pessoas, são uma criação perfeita sem uso adequado, ninguém sabe se auto usar, usamos os outros em nosso favor, e a cada dia que se passa essa tal humanidade fica mais sem sentido.

O ângulo da verdade ou o ângulo da mentira. Tudo depende de um ponto de vista: o meu e o seu. 

Particularmente, ando fascinado pelo tema, e se você também se interessou, indico o livro The Happiness Advantage (lançado no Brasil com o horrível título "O jeito Harvard de ser feliz").

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ARTE E CRIANÇA

A arte faz de conta. Crianças, artistas fazem de conta que um rabisco, um objeto, um fragmento, um pensamento se transformam em outra coisa. Desenhar, brincar, poetar. Manchar, riscar, construir, se encantar. Transformar retalhos de tecidos em uma fantasia surreal, rabiscos em dragão alado, pensamentos em formas. Buscar o dizível no invisível. Modos singulares de ver, sentir, expressar e reinventar o mundo.


Laryssa_m (Lary) ensinando Anna a desenhar. (Laryssa Albuquerque Martins é Artista Plástica formada pela UnB em Artes Visuais)


Tanto crianças quanto aqueles adultos que persistem em deslocar a ordem estabelecida do mundo compartilham um pensamento similar, no sentido de que ambos propõem simulacros ou fingem que uma coisa é outra. Artistas e crianças percebem o mundo e dão sentido a ele através de formas singulares. Utilizam seus sentidos de modo mais aguçado do que a maioria dos adultos que deixaram para trás essa capacidade humana de ver, imaginar e simbolizar.

Por muitos motivos e em um determinado período da infância (mais ou menos por volta dos seis ou sete anos), a maioria das pessoas abandona seus infindáveis processos de elaborar enunciados poéticos. Por outros motivos, alguns adultos persistem em suas buscas de alterar os sentidos das coisas, insistindo em transformar o ordinário em extraordinário, o vulgar em diferente. Aqueles que persistem em nos provocar com suas produções, sejam elas as mais tradicionais, como a pintura e o desenho, sejam as performances e as instalações, são denominados, na sociedade ocidental, de artistas. Estes brincam com o cotidiano, com a história, com os mitos e com os nossos pensamentos. Reconstroem significados em torno do visto e do supostamente sabido.

De muitos modos, os artistas, através de suas produções, anteciparam os saberes das ciências, como o Futurismo (1909), por exemplo, que vislumbrou a Lei da Relatividade, de Albert Einstein. Ou expressaram dores e massacres da humanidade, como Guernica (1937), de Picasso, e a instalação 111 (1992), de Nuno Ramos. Ou visualizaram os principais fundamentos de pensadores, como fez Gustav Klimt (1862-1918), ao traduzir” a sensualidade das mulheres na teoria de Sigmund Freud (1856-1939). Enfim, artistae suas produções formulam conhecimentos sobre o mundo, conhecimentos e saberes que podem ser ditos e propagados por meio das linguagens não verbais.

A grande questão que se coloca é: se todos nós estruturamos, nos anos iniciais de nossas vidas, o pensamento simbólico-poético, similar ao dos artistas, então por que a maioria das pessoas desiste de transformar a obviedade do cotidiano? Entendemos que são muitos os fatores sociais, culturais e econômicos que estancam as possibilidades de ressignificar o que está no mundo e singularizar ações, pensamentos e modos de ser.

Em um contexto cultural mais amplo, podemos pensar o quanto as produções culturais imagéticas que circulam nos mais variados meios modulam nossos modos de ser e de pensar. Imagens que produzem pontos de vista sobre o mundo e ao mesmo tempo anestesiam nossos sentidos em relação ao “diferente”, ao estranho, ao inusitado. As imagens disponibilizadas cotidianamente pelos meios de comunicação e pelas corporações de entretenimento acabam se tornando as principais referências para que as crianças elaborem seus imaginários e construam suas imagens, tendo em vista que outros repertórios visuais, como os das artes visuais e de outras produções culturais, não participam frequentemente de suas vidas. Limitar o acesso das crianças a apenas determinado estilo e ponto de vista cultural reflete e diz de uma prática pedagógica, de uma concepção de criança e do que pensam seus educadores sobre arte na Educação Infantil.


Em um contexto mais específico da educação formal, da Educação Infantil ao Ensino Superior, na maioria das vezes, o ensino de arte e também de outras áreas do conhecimento, em lugar de promover ações pedagógicas que levem crianças e adultos ao universo da criação e da estruturação da linguagem visual, acaba tolhendo os modos singulares de os alunos entenderem e expressarem suas leituras e relações com o mundo. Assim, em diferentes contextos socioculturais e nas salas de aula, a sensibilidade e as formas expressivas estão escoando, fugindo de nossas vidas, sem que possamos exercitar nossos processos sensíveis e criativos. Por que isso acontece na Educação Infantil?



(Susana Rangel Vieira da Cunha e Camila Bettim Borges. A arte é para crianças ou das crianças? Problematizando as questões da arte na educação infantil)