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Quem é Ton MarMel

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Brasília, DF, Brazil
Com uma trajetória marcada pela vocação precoce, Antonio Martins Melo (Ton Marmel) transforma sua paixão infante por pintura, desenho e escultura em uma poética visual contemporânea. Advogado pós-graduado, traz o rigor técnico para a liberdade consolidada em salões, exposições individuais e coletivas reconhecidos por diversos prêmios. Currículo plataforma Lattes - CNPQ do governo do Brasil, https://lattes.cnpq.br/079869069679113

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quinta-feira, março 05, 2026

O AMOR NÃO EXISTE PARA A MULHER?

SERÁ QUE PARA A MULHER O AMOR NÃO EXISTE? SERÁ QUE O AMOR, PARA ELAS, SE RESUME EM SONHO, REALIDADE E FELICIDADE MOMENTÂNEA?! Segundo o perfil do Facebook que se auto denomina “Coração Astuto” (como tantos outros que existem da mesma classificação, tema e se dizem “colt”, “coaching”), “para a mulher não existe amor. Para elas o amor se resume em sonho, realidade e felicidade momentânea. E se o cara não tiver como manter isso, já era! E quando isso acaba (e sempre acaba!) ela até fica no casamento, mas fica contra a vontade; ela arruma um emprego e vai cuidar da vida...”

 

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O AMOR NÃO EXISTE PARA A MULHER E HOMEM SÓ PENSA EM SEXO?


A ideia de que mulheres pensam apenas em dinheiro, diversão e superficialidades é um estereótipo de gênero que não corresponde à realidade da vasta maioria das mulheres, segundo pesquisas de comportamento financeiro e social. Embora existam estereótipos que associam o consumo feminino a itens supérfluos.

 

Preconceitos Culturais: A visão de que a mulher é fútil muitas vezes ignora as barreiras estruturais, como a disparidade salarial e a "taxa rosa" (cobrança maior por produtos destinados ao público feminino), conforme apontado em análises de gênero e finanças.

 

O que dizem os estudos: estereótipos sobre o comportamento financeiro feminino não se sustentam ao observar a realidade de mulheres que buscam autonomia e segurança financeira. O foco no "superficial" é, muitas vezes, uma construção midiática ou cultural, e não uma característica intrínseca do gênero feminino. 

 

PS. A expressão “colt” (derivado do inglês, tão deturpada em redes sociais - que passou a dar voz a todo tipo de desabafos de pessoas frustradas) na psicologia, refere-se a um conceito que pode ser interpretado de diversas maneiras, dependendo do contexto em que é utilizado. Em geral, o termo é associado a práticas e teorias que envolvem a dinâmica de grupos, comportamento humano e a influência de grupos sociais nas decisões individuais. Por sua vez, “coachingé uma metodologia de desenvolvimento humano que utiliza técnicas e ferramentas para aumentar o desempenho, clareza e resultados de um indivíduo.

 

O que acontece atualmente quando pessoas vão para rede social e si denominando colt e coaching passam a influenciar pessoas com suas bobagens de conceitos?

 

Quando pessoas nas redes sociais se autodenominam "coaches" ou criam dinâmicas similares a seitas ("colt" ou "cult coaching") para influenciar pessoas com conceitos falsos, superficiais ou perigosos, o cenário atual é de sérios impactos psicológicos, financeiros e sociais.

 

Aqui está o que acontece, de acordo com análises sobre o comportamento nas redes:

 

Manipulação e "Lavagem Cerebral" Leve: Muitos desses coaches utilizam técnicas de persuasão abusiva, semelhantes a seitas, para isolar o indivíduo de seus círculos familiares e sociais, exigindo devoção total às suas ideias.

 

Difusão da "Positividade Tóxica": Propagam a ideia de que a felicidade é uma escolha exclusiva e que o sucesso é fácil, ignorando fatores socioeconômicos. Isso gera frustração, ansiedade e depressão em quem consome, pois sentem-se culpados por não alcançarem o mesmo.

 

Riscos à Saúde Mental: Falsos coaches frequentemente tratam doenças mentais graves (como depressão) sem formação adequada, muitas vezes incentivando o abandono de tratamentos médicos convencionais.

 

Prejuízos Financeiros (Mercado de "Picaretas"): Vendas de cursos caros, mentorias e eventos que prometem riqueza rápida, mas não entregam valor real, utilizando táticas de marketing agressivo para explorar a vulnerabilidade das pessoas.

 

Ruptura com o Pensamento Crítico: Estabelecem uma mentalidade de "nós contra eles", onde dúvidas ou críticas são vistas como apostasia (traição), proibindo o questionamento e fomentando a cegueira em relação aos métodos do "coach".

 

O Cenário de "Anti-Coaching": Como reação, tem crescido o movimento "anti-coaching", que satiriza a busca obsessiva por alta performance e felicidade a qualquer custo, expondo os absurdos e os perigos dessas falsas promessas nas redes sociais.

 

Resumo: O resultado é um mercado muitas vezes não regulado, onde a falta de ética gera graves danos emocionais e financeiros para seguidores sedentos por soluções rápidas, chamados de "coachees", que frequentemente se tornam dependentes dessas figuras de “autoridade” (“otoridades”).

 

 

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quinta-feira, novembro 06, 2025

DEIXAR ALGUÉM "NA GELADEIRA": SIGNIFICADOS

 1.                    O QUE É E PARA QUE SERVE UMA GELADEIRA?

  


 

Uma geladeira é um eletrodoméstico que serve para CONSERVAR alimentos e bebidas, mantendo-os em baixas temperaturas para evitar a proliferação de bactérias e o surgimento de bolor e fermentação. A geladeira é um aparelho projetado para CONSERVAR alimentos.

  

2.                    O QUE QUER DIZER "DAR UM GELO" EM ALGUÉM?

  


 

"Dar um gelo" em alguém significa ignorar, tratar com indiferença ou afastar-se da pessoa. Essa ação implica interromper o diálogo, evitar contato verbal ou físico e agir como se a pessoa não existisse, não fosse importante, não merecesse consideração, não fosse digna de respeito nem resposta, ou o assunto que está sendo tratado não fosse digno de resposta naquele momento, naquela ocasião, e que o assunto poderá (ou não poderá) ser retomado em outra ocasião e circunstância.

 

O que a expressão implica:

 

2.1. Ignorar e não interagir é o mesmo que “visualizar e não responder" verbalmente e graficamente, é o mesmo que não dar atenção: A pessoa para de falar com a outra, responde de forma monossilábica, finge que não viu e não escutou, não responde ao que lhe foi perguntado; em outras palavra, visualiza o que foi-lhe postado/enviado, mas não responde, e age como se a postagem ou conversa não houvesse acontecido com ela, preferindo, literalmente, não responder, mas ignorar a pessoa ou a mensagem, mudando de assunto, em resposta ao que lhe foi questionado, postado, enviado.

 

2.2. Afetando a pessoa: O objetivo pode ser fazer a outra pessoa reavaliar seus comportamentos, mas essa prática é considerada prejudicial e pode ser uma forma de abuso psicológico, que pode causar sentimentos de invisibilidade e configura um tipo de MANIPULAÇÃO na vítima, de modo que a ausência de resposta é UMA tentativa de evitar a exposição de pensamentos, prolongamento dA conversa que está sendo abordada, ou seja, é um tipo de fuga INFANTIL do assunto e do momento.

 

2.3. Abrangência: A expressão é usada em diversas situações, como entre casais, amigos, familiares e até mesmo no ambiente de trabalho.

 

2.4. Fuga do assunto que está sendo abordado: Muitas vezes, é uma forma de, momentaneamente, tentar escapar de um assunto ou conversa sem expressar verbalmente, abertamente, diretamente, o que se pensa, ou é tentativa de não ceder ao ponto de vista, à opinião e reflexão de outra pessoa.

  

3.                    O QUE QUER DIZER A EXPRESSÃO "DEIXAR ALGUÉM NA GELADEIRA"?

  


 

            A expressão "deixar alguém na geladeira" significa, em sentido figurado e informal, manter uma pessoa em estado de espera ou de "stand-by", sem dar a devida atenção, consideração e resposta.

 

É como colocar alguém de lado, mudar de assunto, ignorar a conversa, para depois, para em outra ocasião ou em outra situação, retomar o assunto, caso ainda reste algum interesse em abordar referido assunto e conversa.

 

O seu significado e uso pode ser entendido de algumas maneiras, dependendo do contexto:

 

3.1. Em relacionamentos pessoais: Significa não dar "bola" para alguém, evitar contato direto ou não demonstrar interesse, mantendo a pessoa em uma posição secundária de espera, CONGELADA, SEMPRE À DISPOSIÇÃO E SEMPRE À MÃO, debaixo de seu controle, SEMPRE QUE FOR ÚTIL E SERVIR PARA ALGUMA COISA, como se a pessoa fosse mais uma opção ou fosse uma segunda ou terceira ou quarta opção para – quem sabe- se no futuro faltar opção ou candidatos melhores, prestáveis, BOBOS, IDIOTAS e úteis, essa pessoa IGNORADA - HOJE - possa voltar a ser encarada como primeira e única opção, merecedora de atenção, digna de respeito, consideração e respostas.

 

3.2. No meio profissional: Pode significar que uma pessoa foi afastada de projetos importantes, teve sua carreira estagnada, ou está sendo ignorada pelos superiores, sem ser formalmente demitida, mas também sem progredir, o que pode caracterizar assédio moral no ambiente de trabalho, passível de indenização.

 

3.3. Em projetos ou ideias: Também se aplica a projetos, propostas ou ideias que são adiadas indefinidamente, ficando "congeladas" ou em suspenso, sem previsão de serem retomadas, SINE DIE (sem data para voltar a ser apreciado, retomado, decidido ou julgado) até mesmo porque se a pessoa não despertasse interesse no presente seria evitada, bloqueada, desfeita a amizade e contato, imediatamente.

  

4.                    POR QUE ALGUMAS PESSOAS PREFEREM DEIXAR ALGUÉM NA “GELADEIRA" SINE DIE (SEM DATA PARA RESPOSTA)?

  


 

A expressão "deixar alguém na geladeira" significa, em um contexto social ou de relacionamentos, dar um tratamento de silêncio, ou colocar uma pessoa em segundo plano, fazendo com que ela se sinta negligenciada ou com que a relação "esfrie".

 

As pessoas podem optar por esse comportamento por várias razões e vou enumerar algumas:

 

4.1. Comunicação Indireta de Insatisfação: Em vez de confrontar a situação diretamente, a pessoa pode usar o silêncio para indicar que está chateada, esperando que a outra parte perceba seu descontentamento.

 

4.2. Tentativa de Controle ou Manipulação: Algumas pessoas usam a técnica como forma de exercer poder ou controle sobre a outra pessoa, fazendo com que ela sinta falta de atenção e volte a procurá-la.

 

4.3. Indecisão ou Falta de Interesse: A pessoa pode não ter coragem de terminar um relacionamento ou parceria formalmente, então opta por "congelar" a situação, mantendo a outra pessoa em espera, caso mude de ideia ou precise dela no futuro.

 

4.4. Necessidade de Espaço: Em alguns casos, pode ser uma forma de pedir um tempo e espaço para refletir sobre a relação ou a situação, sem necessariamente querer um rompimento definitivo. Mas, pedir espaço e tempo é modo covarde de evitar o assunto enquanto se procura outra pessoa que melhor atenda a seus mesquinhos e pessoais INTERESSES E OBJETIVOS.

 

4.5. Comodismo ou Desinteresse Genuíno: A pessoa pode simplesmente ter perdido o interesse, mas é muito cômoda para comunicar isso claramente. A falta de atenção e o desleixo tornam-se a forma de demonstrar a falta de investimento na relação.

 

4.6. Evitar Conflitos: Para indivíduos que evitam confrontos diretos, "deixar na geladeira" é uma maneira de se afastar sem a necessidade de uma conversa difícil ou dolorosa. 

  


 

Em resumo, a expressão denota uma situação de abandono temporário, pausa forçada ou falta de prioridade em relação a uma pessoa ou assunto. É um meio de comunicação passivo-agressiva que, embora possa atingir o objetivo de esfriar a relação, geralmente é considerada uma maneira pouco saudável de lidar com as interações interpessoais, pois falta clareza e RESPEITO pela outra pessoa.

  


 


  


 


 

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sexta-feira, agosto 29, 2025

A VIDA É MUITO CURTA PARA SE SER MEDÍOCRE

 "Cuidado, a vida é muito curta para ser pequena. É preciso engrandecê-la. E, para isso, é preciso tomar cuidado com duas coisas: a primeira é que tem muita gente que cuida demais do urgente e deixa de lado o importante. Cuida da carreira, do dinheiro, do patrimônio, mas deixa o importante de lado. Depois não dá tempo.

 

 

A VIDA É MUITO CURTA PARA SE SER MEDÍOCRE

 

A segunda grande questão é gente que se preocupa muito com o fundamental e deixa o essencial de lado. O essencial é tudo aquilo que não pode não ser: amizade, fraternidade, solidariedade, sexualidade, religiosidade, lealdade, integridade, liberdade, felicidade. Isso é essencial. Fundamental é tudo aquilo que te ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é a tua ferramenta, como uma escada.
 
Uma escada é algo que me ajuda a chegar a algum lugar. Ninguém tem uma escada para ficar nela. Dinheiro não é essencial. Dinheiro é fundamental. Sem ele, você tem problema, mas ele, em si, não resolve. Emprego é fundamental, carreira é fundamental. O essencial é o que não pode não ser. Essencial é aquilo que faz com que a vida não se apequene. Que faz com que a gente seja capaz de transbordar. 
 
Repartir vida. Repartir o essencial, a amizade, a amorosidade, a fraternidade, a lealdade. Repartir a capacidade de ter esperança e, para isso, ter coragem. Coragem não é a ausência de medo.
 
Coragem é a capacidade de enfrentar o medo. O medo, assim como a dor, é um mecanismo de proteção que a natureza coloca para nós. Se você e eu não tivermos medo nem dor, ficamos muito vulneráveis. Porque a dor é um alerta e a dor nos prepara. É preciso coragem para que a nossa obra não se apequene. E, para isso, precisamos ter esperança.
 
E, como diziam, “tem de ser esperança do verbo esperançar”. Tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. “Ah, eu espero que dê certo, espero que resolva, espero que funcione.” Isso não é esperança. Esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir. Esperançar é achar, de fato, que a vida é muito curta para ser pequena. E precisamos pensar se estamos nos dedicando ao importante em vez de ao urgente. Tem gente que diz: “Ah, mas eu não tenho tempo”. Atenção: tempo é uma questão de prioridade, de escolha.
 
Quando eu digo que não tenho tempo para isso, estou dizendo que isso não é importante para mim. Cuidado, você já viu infartado que não tem tempo? Se ele sobreviver, ele arruma um tempo. O médico dizia “você não pode fazer isso, tem de andar todos os dias”. Se ele infartar e sobreviver, no outro dia você vai vê-lo, às 6 horas da manhã, andando. Se ele tinha tempo, que ele teve de arrumar agora, por que não fez isso antes? Você tem tempo? Se não tem, crie. Talvez precisemos rever as nossas prioridades. Será que estamos cuidando do urgente e deixando o importante de lado? Será que não estamos atrás do fundamental, em vez de ir em busca do essencial? E assim, contribuir com meu verso!"
 
A VIDA É MUITO CURTA PARA SER MEDÍOCRE, por isso não devemos viver de forma banal, fútil, superficial, mas buscar uma existência plena, significativa e que se destaque positivamente. Essa postura implica em não se contentar com o mínimo, mas sim em cultivar a coragem, o conhecimento e a dedicação para fazer o melhor dentro das nossas condições.
 
 

terça-feira, agosto 12, 2025

QUAL O LIMITE ENTRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, A PIADA E O CRIME?

 “Liberdade de expressão não é salvo-conduto para canalhice. A piada pode cutucar, provocar, escancarar o ridículo do poder — mas não pode servir para esmagar quem já vive sob o peso da exclusão.

 

A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluta. Ela encontra limites na proteção de outros direitos, como a honra, a imagem e a dignidade das pessoas. O que pode ser considerado uma simples piada para alguns, pode configurar crime de injúria, difamação ou até mesmo incitação ao ódio para outros, dependendo do contexto e do conteúdo da mensagem.  O LIMITE ENTRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O CRIME:  LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Permite a manifestação de ideias, opiniões e pensamentos, incluindo o humor e a crítica.  CRIME: Acontece quando a liberdade de expressão é usada para cometer atos ilícitos, como calúnia, difamação, injúria, incitação ao ódio e discriminação.  Como diferenciar:  CONTEXTO: É fundamental analisar o contexto em que a fala é proferida, quem é o autor, qual o público-alvo e qual a intenção da mensagem.  CONTEÚDO: É preciso verificar se a mensagem ataca a honra, a imagem ou a dignidade de alguém, ou se incita à violência e à discriminação.  INTENÇÃO: A intenção do autor também é importante, mas não é o único critério. Mesmo que a intenção não seja prejudicar alguém, o conteúdo da mensagem pode ser ofensivo e configurar crime.  VULNERABILIDADE: É preciso ter atenção especial com grupos vulneráveis, como minorias, pessoas com deficiência e outros, pois suas falas podem ter um impacto maior e causar mais danos.  Exemplos:  PIADA INOCENTE: Uma piada sobre futebol, por exemplo, geralmente não causa danos e é considerada uma expressão livre.  PIADA COM DISCURSO DE ÓDIO: Uma piada que ofende, humilha ou discrimina um grupo social pode ser considerada crime.  INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA:  Uma piada que incita a violência contra um grupo social pode ser considerada crime.  O caso Léo Lins: O caso do humorista Léo Lins, que foi condenado por discursos discriminatórios em seus shows, ilustra bem a discussão sobre os limites da liberdade de expressão e o humor. A condenação, com base em leis como a Lei de Racismo e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, demonstra que a liberdade de expressão não é absoluta e que o humorista pode ser responsabilizado por suas falas.   CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:  Liberdade de expressão não é um salvo-conduto para a prática de crimes.  O humorista, como qualquer pessoa, tem responsabilidade social por suas palavras, especialmente quando o conteúdo é veiculado em plataformas digitais com grande alcance.  O debate sobre os limites da liberdade de expressão é importante e necessário para garantir que a liberdade seja exercida com respeito aos direitos fundamentais de todos.  É importante que a sociedade discuta e reflita sobre o tema, para que a liberdade de expressão seja exercida de forma responsável e ética.   ____________ #marmel #martmel #tonmarmel #antoniomartinsmelo
Ton MarMel (Qual limite entre a liberdade de Expressão, a piada e o crime?. Antonio Martins Melo. MartMel. Tonmarmel)


 

Chamar de piada uma fala que compara negros a porcos ou normaliza o incesto entre pai e filhos não é só mau gosto — é crime disfarçado de irreverência. A liberdade de expressão não deve proteger o opressor que ri enquanto o oprimido sangra.
 
O bom humor confronta estruturas, não humilha minorias. Não serve para manter a senzala de pé nem para defender abusos como se fossem liberdade artística.
 
Rir continua sendo remédio, mas precisa respeitar a dosagem. E quem se esconde atrás da palavra "piada" para propagar preconceito ou defender atrocidades precisa entender: o limite da liberdade é o outro. E ninguém tem o direito de fazer do palco uma arma contra quem já nasceu alvo.”
 
 

A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluta. Ela encontra limites na proteção de outros direitos, como a honra, a imagem e a dignidade das pessoas. O que pode ser considerado uma simples piada para alguns, pode configurar crime de injúria, difamação ou até mesmo incitação ao ódio para outros, dependendo do contexto e do conteúdo da mensagem.

 

O limite entre a liberdade de expressão e o crime:

 

Liberdade de expressão: Permite a manifestação de ideias, opiniões e pensamentos, incluindo o humor e a crítica.

 

Crime: Acontece quando a liberdade de expressão é usada para cometer atos ilícitos, como calúnia, difamação, injúria, incitação ao ódio e discriminação.

 

Como diferenciar:

 

Contexto: É fundamental analisar o contexto em que a fala é proferida, quem é o autor, qual o público-alvo e qual a intenção da mensagem.

 

Conteúdo: É preciso verificar se a mensagem ataca a honra, a imagem ou a dignidade de alguém, ou se incita à violência e à discriminação.

 

Intenção: A intenção do autor também é importante, mas não é o único critério. Mesmo que a intenção não seja prejudicar alguém, o conteúdo da mensagem pode ser ofensivo e configurar crime.

 

Vulnerabilidade: É preciso ter atenção especial com grupos vulneráveis, como minorias, pessoas com deficiência e outros, pois suas falas podem ter um impacto maior e causar mais danos.

 

Exemplos:

Piada inocente: Uma piada sobre futebol, por exemplo, geralmente não causa danos e é considerada uma expressão livre.

 

Piada com discurso de ódio: Uma piada que ofende, humilha ou discrimina um grupo social pode ser considerada crime.

 

Incitação à violência:  Uma piada que incita a violência contra um grupo social pode ser considerada crime.

 

O caso Léo Lins: O caso do humorista Léo Lins, que foi condenado por discursos discriminatórios em seus shows, ilustra bem a discussão sobre os limites da liberdade de expressão e o humor. A condenação, com base em leis como a Lei de Racismo e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, demonstra que a liberdade de expressão não é absoluta e que o humorista pode ser responsabilizado por suas falas.

 

 

Considerações importantes:

 

Liberdade de expressão não é um salvo-conduto para a prática de crimes.

 

O humorista, como qualquer pessoa, tem responsabilidade social por suas palavras, especialmente quando o conteúdo é veiculado em plataformas digitais com grande alcance.

 

O debate sobre os limites da liberdade de expressão é importante e necessário para garantir que a liberdade seja exercida com respeito aos direitos fundamentais de todos.

 

É importante que a sociedade discuta e reflita sobre o tema, para que a liberdade de expressão seja exercida de forma responsável e ética.

 

 

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