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Bem-vinda(o) à MarMel visualARTS do premiado artista Ton MarMel que desde infante manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, participou de dezenas de salões, exposições no Brasil e exterior, é Doutor em Direito Público que tem a missão de oferecer conhecimento, obras e serviços de excelência com criatividade, segurança e eficiência. 


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terça-feira, novembro 10, 2015

O OBSTÁCULO



Será que você já parou para pensar o quanto está realmente comprometida consigo mesma, isto é, com seus desejos, sonhos, objetivos? Parece meio paranoico escrever isso, mas será que você não se tornou o seu maior obstáculo?

É claro que outras pessoas e situações cotidianas fora de controle contribuem para concretizar esses obstáculos, mas você compactuou com eles a partir do momento que passou a acreditar mais nos outros do que em você mesma.

E, talvez, sendo assim, será que não está na hora de retomar o controle?
 


AFINAL...
Na profundeza do seu ser está o seu desejo.
No seu desejo está a sua vontade.
Na sua vontade estão os seus atos.
Nos seus atos está o seu destino.
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam e palavras.
Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação.
Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos: eles moldam e revelam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla o seu destino.

ENTÃO...
Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão. Finalmente, era tamanha sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu. O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio -, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.

Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso amor, nossos sonhos, nosso crescimento, nossa realização emocional, intelectual e profissional. Se a barreira fosse alguma pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar - quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra.

Esse é o ponto onde nós estamos - junto da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro, não nos atiramos de cabeça, não mergulhamos fundo, não nos esforçamos minimamente e compromissadamente para viver nossos sonhos, realizar nossos desejos de amor, de profissão; e mesmo quando estamos decididos a levar adiante, seriamente e perseveradamente essa vontade muitas vezes NÓS MESMOS BOICOTAMOS A NOSSA PRÓPRIA VONTADE a menor distração que surge, e terminamos por perder tempo, perder o foco, a oportunidade, a fé na própria mudança e no sucesso do resultado final de nossos esforços, e tudo vai por água abaixo.

Então, alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem do rio que estamos já é conhecida, é familiar, e pular no rio é ir em direção ao amor, às emoções, é investir em novas possibilidades de trabalho, de crescimento, de realizações. Assim, é preferível se manter comodamente na conhecida zona de conforto, mesmo que se permaneça sozinho, solitário, vazio,  sem amor, sem crescimento, estagnado, apodrecendo, vivendo o volátil, o efêmero e morno cotidiano, pois o medo sempre diz: "Agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido".

Raul Seixas, em sua música Ouro de Tolo, cantava: “... Eu que não me sento/ No trono de um apartamento/ Com a boca escancarada cheia de dentes/ Esperando a morte chegar...”. Enquanto Carlos Drumond de Andrade versificava No Meio do Caminho: “No meio do caminho tinha uma pedra/ Tinha uma pedra no meio do caminho/ Tinha uma pedra/ No meio do caminho tinha uma pedra.”

E as nossas misérias, nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos nos são familiares, são habituais. Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fossem um tesouro. E o que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias? Já não vivemos o bastante com elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando?

Este é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor. Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos.

“VIGIAI E ORAI, PARA NÃO CAIRDES EM TENTAÇÃO. O ESPÍRITO, COM CERTEZA, ESTÁ PREPARADO, MAS A CARNE É FRACA.” (Mateus, 26:41).

Então, assim sendo, vejamos o que está acontecendo com nossa vida. Escolhamos o certo sem mais demoras e decidamos dar o salto.

...........................................
EM TEMPO: Raul Seixas. Ouro de Tolo:
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto: E daí?
Eu tenho uma porção de coisas grandes
Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família ao Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos

Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua
Cabeça animal
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

E POR SUA VEZ, Carlos Drumond de Andrade em seu poema NO MEIO DO CAMINHO:
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.


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