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Bem vinda(o) à página de Ton MarMel, Artista Visual, que desde criança manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebeu inúmeros prêmios, participou de dezenas de salões de artes, exposições INDIVIDUAIS no Brasil e exterior, é Advogado, doutor em Direito Público há mais de 15 anos, que tem a missão de oferecer obras de artes, serviços artísticos experientes e conhecimentos de excelência com criatividade, segurança e eficiência, inclusive para ASESSESSORIA ARTÍSTICA, CONSULTORIA ON LINE.  (º--º)  Meu trabalho é conhecido e reconhecido por várias pessoas físicas e jurídicas pois presto serviços e ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPOS, inclusive como PALESTRANTE sobre arte social, direito, projetos sociais de relevância, desenvolvimento pessoal, motivação, empoderamento, liberdade emocional.



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quinta-feira, março 09, 2017

DESORDINÁRIAS - EXPOSIÇÃO DE ARTES: SERVIÇOS GERAIS (Laryssa M - Laryssa Albuquerque Martins) Galeria Espaço Piloto. UnB. Brasília. 2017

Formand@s dos cursos de Artes Plásticas e Teoria, Crítica e História da Arte da Universidade de Brasília, juntamente com seus orientador@s e a Galeria Espaço Piloto têm a honra de convidá-l@s para a exposição de graduação Serviços Gerais.

Laryssa M. (Laryssa Albuquerque Martins). Desordinárias I, II e III. Impressão fotográfica sobre PVC de 120 x 120 cm. Ano: 2016. Preço atual: R$ 1.000,00 cada obra. 


ARTISTAS PARTICIPANTES DA EXPOSIÇÃO COLETIVA
Amanda Yuki | Amanda Rodrigues | Bianca Brivarez | Cainan Rodrigues | Camila Ligabue | Cirilo Quartim | Gisele Lima | Henrique Siqueira | Isabela Formiga | Jess Rod | José de Deus | Keyla Cristyna Oliveira | La Conga Rosa | Laryssa M. | Luísa Bianchetti | Maísa Rabelo | Marcela Eduarda | Sara Soyaux | Thaís Oliveira | Thalita Caetano | Yuri Thevenard |
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Desordinária I. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

Data de Abertura: quinta, 09/03, às 18h
Visitação: de 10 a 24/03, de segunda a sexta
Horário: das 10h às 18h
Local: Galeria Espaço Piloto (Ed. Oficinas Especiais, Bloco A - Campus Universitário Darcy Ribeiro, UnB - Asa Norte, Brasília, DF)


Desordinária II. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar. 

Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral. 



Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo' 

Desordinária II. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

O Valor da Obra de Arte

A fonte imediata da obra de arte é a capacidade humana de pensar, da mesma forma que a «propensão para a troca e o comércio» é a fonte dos objectos de uso. Tratam-se de capacidades do homem, e não de meros atributos do animal humano, como sentimentos, desejos e necessidades, aos quais estão ligados e que muitas vezes constituem o seu conteúdo. 

Estes atributos humanos são tão alheios ao mundo que o homem cria como seu lugar na terra, como os atributos correspondentes de outras espécies animais; se tivessem de constituir um ambiente fabricado pelo homem para o animal humano, esse ambiente seria um não mundo, resultado de emanação e não de criação. A capacidade de pensar relaciona-se com o sentimento, transformando a sua dor muda e inarticulada, do mesmo modo que a troca transforma a ganância crua do desejo e o uso transforma o anseio desesperado da necessidade - até que todos se tornem dignos de entrar no mundo transformados em coisas, reificados. Em cada caso, uma capacidade humana que, por sua própria natureza, é comunicativa e voltada para o mundo, transcende e transfere para o mundo algo muito intenso e veemente que estava aprisionado no ser. 



Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'

O Melhor Motivo para Criar Arte



No artista criador, qualquer produção deve estar marcada com o cunho da necessidade, caso contrário, é desviada no sentido exacto do termo. Naquele que cria por imitação e se prende em todo o caso ao efeito do instante, esse elemento de necessidade interior pode ser também substituído por um outro: a rotina, a ambição, o desejo de causar efeito. 


Arthur Schnitzler, in 'Observação do Homem' 


A Arte e a Vida

Todos nós sabemos, quando fazemos algo, o quanto deixámos de fora, o quão grandemente falhámos, e carregamos dentro de nós uma imagem da coisa perfeita que falhou na materialização, e isso nós encaramos como o poema, isso é o que pedimos que nos reconheçam. Isso é o nosso orgulho, o nosso ego, exigindo completo reconhecimento. 



E é difícil separar a obra de arte do homem ou da mulher que a produziu. Tendemos a confundir os dois. No fim de contas, suponho, a história da luta que o artista atravessou para dar à luz a sua ideia é tão patente, tão intensa, que mesmo que queiramos permanecer críticos — às vezes — vemos que é quase impossível fazê-lo. Mas só porque a arte não é vida, só porque a arte é uma criação tão inextrincavelmente ligada à vida, precisamos de fazer grandes esforços para isolar o elemento da arte em vez do elemento da vida. Por vezes, parece-me quase ridículo dizermos que este homem é mais humano do que aquele, que revela mais da vida, etc., no seu trabalho. 



Como pode alguém realmente dizer isso... se levarmos isto ao limite? Porque o último movimento da caneta é revelador... Tudo é revelação. É tudo um registo claro — para aquele que consegue ler — da luta entre o indivíduo e a vida. Exactidão e autenticidade... Estas são palavras que exprimem o grau da relação vital entre as duas, arte e vida, o grau de medida da luta. 

Henry Miller, in "Carta de Henry Miller a Anais Nin, 1933" 


A Importância da Arte

A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações, porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário. Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam. A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte, pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal. Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo. 

Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito' 


A Utilidade da Arte


- Mas, com licença - dirão os senhores - em que se funda; que razão concreta a sua para dizer que a arte nunca pode ser contemporânea e não corresponde à realidade quotidiana? 

Respondemos. 


Em primeiro lugar, se tomarmos em conjunto todos os factos históricos, principiando no começo do Mundo e acabando nos nossos dias, veremos que a arte esteve sempre com o homem; respondeu sempre aos seus anseios e ao seu ideal; ajudou-o a procurar este último... foi co-natural com ele, evolucionou em uníssono com a sua vida histórica e morreu também ao mesmo tempo que a sua vida histórica. 

Em segundo lugar (e isto é o importante), o génio criador, base de toda a arte, vive no homem como manifestação de uma parte do seu organismo, mas vive inseparável do homem. De onde se conclui que o génio criador não pode tender para outros fins que não sejam os que visa o próprio homem. Se seguisse outro caminho, quereria dizer que se separara dele. E, por conseguinte, teria infrigido as leis da natureza. Mas o homem enquanto são não viola as leis da Natureza (de maneira geral). De onde se conclui que não há nada a temer no que diz respeito à arte: esta não atraiçoará a sua missão. Viverá sempre na vida real e presente do homem; não pode fazer outra coisa. Por conseguinte, sempre se manterá fiel à realidade. 

Claro, o homem sempre pode, no decurso da sua vida, afastar-se da realidade normal, infringir as leis da natureza: então a arte, arrastada atrás dele, também se afastará. Mas isto só prova a sua íntima, inquebrantável união com o homem, a sua eterna fidelidade ao homem e aos seus interesses. 
Mas voltamos a repetir que a arte só será fiel ao homem enquanto não servir de obstáculo ao seu desenvolvimento. 
Assim, o primeiro dever, neste ponto, é de não coibir a arte seja com o que for capaz de a entravar ou de a afastar para fins diversos, não ditar-lhe leis que, mesmo sem isso, já não são poucos os escolhos com que ela tropeça no caminho. Não lhe faltam seduções e aberrações inerentes à vida histórica do homem. Quanto mais livremente se desenvolver tanto mais normalmente actuará e tanto mais depressa encontrará o seu caminho quotidiano e «útil». E sendo os seus interesses e os seus fins idênticos ao do homem, a que serve e de quem é inseparável, quanto mais livre for o seu desenvolvimento tanto maior utilidade trará aos mortais. 

Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor' 

Arte e Sensibilidade


1) Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade. 


2) A sensibilidade é pessoal e intransmissível. 

3) Para se transmitir a outrem o que sentimos, e é isso que na arte buscamos fazer, temos que decompor a sensação, rejeitando nela o que é puramente pessoal, aproveitando nela o que, sem deixar de ser individual, é todavia susceptível de generalidade, portanto, compreensível, não direi já pela inteligência, mas ao menos pela sensibilidade dos outros. 

4) Este trabalho intelectual tem dois tempos: a) a intelectualização directa e instintiva da sensibilidade, pela qual ela se converte em transmissível (é isto que vulgarmente se chama "inspiração", quer dizer, o encontrar por instinto as frases e os ritmos que reduzam a sensação à frase intelectual (prim. versão: tirem da sensação o que não pode ser sensível aos outros e ao mesmo tempo, para compensar, reforçam o que lhes pode ser sensível); b) a reflexão crítica sobre essa intelectualização, que sujeita o produto artístico elaborado pela "inspiração" a um processo inteiramente objectivo — construção, ou ordem lógica, ou simplesmente conceito de escola ou corrente. 

5) Não há arte intelectual, a não ser, é claro, a arte de raciocinar. Simplesmente, do trabalho de intelectualização, em cuja operação consiste a obra de arte como coisa, não só pensada, mas feita, resultam dois tipos de artista: a) o inspirado ou espontâneo, em quem o reflexo crítico é fraco ou nulo, o que não quer dizer nada quanto ao valor da obra; b) o reflexivo e crítico, que elabora, por necessidade orgânica, o já elaborado. 

Dir-lhe-ei, e estou certo que concordará comigo, que nada há mais raro neste mundo que um artista espontâneo — isto é, um homem que intelectualiza a sua sensibilidade só o bastante para ela ser aceitável pela sensibilidade alheia; que não critica o que faz, que não submete o que faz a um conceito exterior de escola ou de moda, ou de "maneira", não de ser, mas de "dever ser". 

Fernando Pessoa, in 'Carta a Miguel Torga, 1930' 

O Melhor Motivo para Criar Arte

No artista criador, qualquer produção deve estar marcada com o cunho da necessidade, caso contrário, é desviada no sentido exacto do termo. Naquele que cria por imitação e se prende em todo o caso ao efeito do instante, esse elemento de necessidade interior pode ser também substituído por um outro: a rotina, a ambição, o desejo de causar efeito. 


Arthur Schnitzler, in 'Observação do Homem'