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Bem vinda(o) à página de Ton MarMel, Artista Visual, que desde criança manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebeu inúmeros prêmios, participou de dezenas de salões de artes, exposições INDIVIDUAIS no Brasil e exterior, é Advogado, doutor em Direito Público há mais de 15 anos, que tem a missão de oferecer obras de artes, serviços artísticos experientes e conhecimentos de excelência com criatividade, segurança e eficiência, inclusive para ASESSESSORIA ARTÍSTICA, CONSULTORIA ON LINE.  (º--º)  Meu trabalho é conhecido e reconhecido por várias pessoas físicas e jurídicas pois presto serviços e ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPOS, inclusive como PALESTRANTE sobre arte social, direito, projetos sociais de relevância, desenvolvimento pessoal, motivação, empoderamento, liberdade emocional.



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sábado, junho 06, 2015

CUBA: ATRASO, PRECONCEITO E DOR

O Cine Brasília - DF exibiu no mês de maio de 2015 os filmes UMA NOITE, filme de ficção científica ambientada em Havana, INSPIRADO EM CASO REAL, e o documentário titulado CUBA LIBRE, de Evaldo Mocarzel, ambos enfocando controversos aspectos da vida na ilha de Fidel disponível também em locadoras.


Jovens cubanos sonham com os EUA

Normalmente romantizada pelas esquerdas e centro-esquerdas que consideram o país um símbolo da resistência comunista em pleno Século 21, tais filme e documentário podem oferecer uma visão mais real do que acontece naquela ilha quando o assunto é a maneira como a ELITE REVOLUCIONÁRIA de Fidel Castro e seus seguidores lidam com as LIBERDADES INDIVIDUAIS, com os INTELECTUAIS e ARTISTAS DISSIDENTES, com as MINORIAS (especialmente HOMOSSEXUAIS).



No filme Uma Noite, da norte-americana Lucy Mulloy, e Cuba Libre, do brasileiro Evaldo Mocarzel, tem-se duas perspectivas normalmente negligenciadas, mas ABSOLUTAMENTE CONTUNDENTES DA ILHA, pois enquanto o documentário do brasileiro Mocarzel aborda a atriz transexual Phedra D. Córdoba, o filme de Mulloy retrata o drama de três jovens que sonham migrar para Miami.





Desse modo, a homossexualidade também está presente no filme de Mulloy. Apadrinhada de Spike Lee, a jovem diretora colecionou prêmios em Berlim (melhor filme da mostra Generation), em Atenas e no Festival de Cinema Independente de Tribeca, em Nova York. A obra centra toda a ação nos iros Elio (Javier Núnes Florian) e Lila (Anailín de La Rua de la Torre) e na complexa relação com o amigo Raúl (Dariel Arrechaga). Apesar do desejo, notadamente de Raúl, de fugir para Miarni, onde diz querer encontrar o pai, Uma noite vai muito além dessa circunstância específica. O quadro pintado por Mulloy de Cuba é sombrio e deve revirar o estômago dos simpatizantes da causa cubana. Prostituição, drogas, apartheid entre a população local e os turistas, mercado negro, tudo faz parte da paleta da diretora. O envolvimento de Mulloy com seu filme é profundo. Ela mesma operou a câmara e compôs várias das músicas da trilha sonora.





Dizem que a arte imita a vida e vice versa. Pois muito bem: ao ser contemplada no Festival de Tribeca com os prêmios de melhor ator, para Javier Núfies Florian, de melhor fotografia e de melhor diretora jovem, Mulloy se deu conta de que nem o ganhador, nem sua irmã na ficção, haviam subido ao palco. Eles haviam desaparecido no caminho para o evento. Javier e Anailín tinham se aproveitado da conjuntura de entrar em solo norte-americano para fugir. Eles foram em busca de uma vida' melhor em Miami! Mulloy depois se declarou orgulhosa pelo fato de seu filme ter realizado o sonho do casal de atores protagonistas. Muito da ideia do filme veio deles. Quando começou a escrever o roteiro, ainda nos Estados Unidos, ela pensava em situar a ação do filme apenas na travessia do mar. Foram as conversas com os atores e as contradições que testemunhou, quando pisou em solo cubano, que a fizeram mudar o curso da história.

Muitas das contradições apresentadas em Uma noite são imanentes a distoões do pensamento revolucionário (como a ideologia militar varonil), mas, do mesmo modo, foram aprofundadas pelo isolamento econômico e político cubanos a partir do colapso da União Soviética. A "distensão" promovida pelo presidente Raúl Castro o deixa de ser uma clara manifestão de que se havia chegado num limite e que algo necessariamente deveria ser feito para tirar o país do impasse em que se encontrava. Levando tudo isso em consideração, seria um contrassenso dizer que essa abertura seria o "fim de Cuba". De que Cuba se estaria falando, afinal? Certamente não seria a Cuba de Mulloy. A abertura de Raúl Castro estaria condenando o país a retroceder ao ·tempo de Fulgêncio Batista, quando a ilha - com seus cassinos, drogas e prostitutas - havia se transformado num quintal recreativo para a classe média, muito embora, como diz o velho provérbio portugs, só o tempo é o senhor da verdade e da razão.

Então, por essas e outras tantas razões, vale conferir ambos, filme UMA NOITE e documentário, CUBA LIBRE, para se sair da ingênua adolescência intelectual política para um amadurecimento, embora tardio, porém mais que necessário.


Filme: UMA NOITE, de Lucy Mulloy


Documentário: CUBA LIBRE, de Evaldo Mocarzel