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Bem vinda(o) à página de Ton MarMel, Artista Visual, que desde criança manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebeu inúmeros prêmios, participou de dezenas de salões de artes, exposições INDIVIDUAIS no Brasil e exterior, é Advogado, doutor em Direito Público há mais de 15 anos, que tem a missão de oferecer obras de artes, serviços artísticos experientes e conhecimentos de excelência com criatividade, segurança e eficiência, inclusive para ASESSESSORIA ARTÍSTICA, CONSULTORIA ON LINE.  (º--º)  Meu trabalho é conhecido e reconhecido por várias pessoas físicas e jurídicas pois presto serviços e ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPOS, inclusive como PALESTRANTE sobre arte social, direito, projetos sociais de relevância, desenvolvimento pessoal, motivação, empoderamento, liberdade emocional.



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quinta-feira, abril 02, 2015

PAIXÃO DA VIA SACRA: O XIS DA OPÇÃO (Ton MarMel)

Paixão da Via Sacra: O "xis" da opção é vídeo reúne trabalhos esporádicos que fogem a linha técnica e temática habitual executados no ano de 1990 em técnicas diversas, e, "apesar de nunca haver sido cristão assíduo, desde a infância construí essas imagens que a ampulheta acurou".



A Paixão da Via Sacra (Caminho do Calvário ou do Monte Gólgota em hebreu, ou "o "xis" da opção" como preferi) foi difundido oficialmente pelo Papa Pio XI a partir de 20 de outubro de 1931, com "concessão" de indulgências aos meditantes.

Trilha sonora: Trecho de O Profano, da Peça Carmina Burana. Uma peça musical bastante conhecida hoje, a "Carmina Burana" (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) é produto do trabalho dos goliardos e por essa razão é muitas vezes designada como "a ópera profana". Trata-se de uma peça muito vibrante e imponente composta pelo alemão Carl Orff que musicou os versos de um manuscrito dos goliardos com o mesmo nome.

"Carmina Burana" é uma peça muito conhecida. Quem viu os filmes de "Conan o Bárbaro" deve se lembrar dela. Eis a história:

A origem histórica dos goliardos situa-se em torno do século XII, quando o renascimento econômico comercial rompe o imobilismo dos séculos precedentes e aumenta a mobilidade social.

A própria dificuldade de enquadrar os goliardos dentro de um esquema social preciso, como acontecia na Alta Idade Média, quando os papéis sociais eram bem definidos, gera suspeita e escândalo entre os conservadores da época.

Os goliardos, afinal, são jovens intelectuais de espírito livre que, por sua condição econômica e social, são impedidos de se tornar professores das universidades medievais ou mesmo de prosseguir seus estudos, tornando-se intelectuais marginalizados, rebeldes, vivendo de expedientes, eventualmente a serviço dos ricos, seguindo o mestre preferido ou permanecendo onde ensinam professores famosos.

Anárquicos, são opositores de todos aqueles que se reconhecem nas castas sociais medievais, não só aqueles associados ao poder eclesiástico ou político mas também aqueles que estão presos à mediocridade e à ignorância, como os camponeses. Por sua feroz crítica antipapal, são freqüentemente associados ao partido gibelino mas na realidade os goliardos vão além: vêm no Papa não apenas o hipócrita tutor da tradição moral mas também o expoente de uma hierarquia organizada sob a nova força do dinheiro:

L'ordine del clero ai laici è in mala fama:

la sposa di Gesù divien venale

donna pubblica or è, lei che era dama.

Mas também no clero, os goliardos fazem distinção entre os párocos, que são poupados da sua crítica corrosiva por serem considerados vítimas da hierarquia e da avidez dos frades, que, com sua hipócrita profissão de humildade e pobreza, na realidade concorrem com os padres e se apoderam dos fiéis e dos donativos, vivendo uma vida de gozo nos conventos

Os goliardos sofreram perseguições e condenações, e acabaram por desaparecer da cultura dos séculos seguintes, à qual, todavia, deixaram como herança as suas idéias que reviveriam nos intelectuais do Humanismo, durante o Renascimento

(MarMel)