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Quem é Ton MarMel

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Brasília, DF, Brazil
Com uma trajetória marcada pela vocação precoce, Antonio Martins Melo (Ton Marmel) transforma sua paixão infante por pintura, desenho e escultura em uma poética visual contemporânea. Advogado pós-graduado, traz o rigor técnico para a liberdade consolidada em salões, exposições individuais e coletivas reconhecidos por diversos prêmios. Currículo plataforma Lattes - CNPQ do governo do Brasil, https://lattes.cnpq.br/079869069679113

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quinta-feira, novembro 07, 2013

VÍRUS DO AMOR

VÍRUS DO AMOR (do latim vírus é “veneno”, “toxina”, e amor é “amoris”, “diliges”, portanto vírus do amor é “virus amoris”).


(Vírus do Amor. Ilustração de arte visual criada por Ton MarMel com fundamento na conceituação científica do vírus. 2013)


São organismos biológicos com grande capacidade de multiplicação dotado de estruturas simples de pequenos agentes infecciosos, muito menores que bactérias, que só podem ser vistos por microscópios eletrônicos, constituídos por uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ouRNA) e que apresentam a forma de uma fita simples ou dupla revestidas de proteínas e lipídeos.

Entretanto, fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes. Porém, uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus.

Os vírus são capazes de infectar todos os seres vivos. Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos. 

Além disso, os antibióticos não servem para combater os vírus. Alguns tipos de remédios servem apenas para tratar os sintomas das infecções virais. As vacinas são utilizadas como método de prevenção, pois estimulam o sistema imunológico das pessoas a produzirem anticorpos contra apenas determinados tipos de vírus.

NO DETALHE: A obra parte do formato de um ovo ("ab inítio" ou "ab ovo" e premissa da vida mais conhecida e ilustrada) formatado por fita infinita contendo ao centro dois corações em posições opostas - símbolos do amor e sentimento - em situação de fusão e amplexo nas cores azul (masculino) e vermelho (feminino) em alusão aos elementos opostos água e fogo, respectivamente, em ambiente etéreo.  

Afinal, quando dois corações se unem verdadeiramente, criam um laço que o homem não pode apagar. Mas, para que essa magia aconteça e prevalesça afaste-se de tudo que te atrasa, engana e retém. Aproxime-se de tudo que te completa, faz feliz, te quer bem, quer te ver feliz, respeitando-se mutuamente.




(Ton MarMel)

quinta-feira, outubro 31, 2013

GATO PRETO

Lembrando do Hallowen... PENSE EM UM NÚMERO POSITIVO. MULTIPLIQUE ESSE NÚMERO POR 2. SOME 6. DIVIDA PELA METADE. SUBTRAIA O NÚMERO QUE VOCÊ PENSOU NO INÍCIO.... O RESULTADO É 3!!! Surpresa!!! Não entendeu? Que macumba é essa?!  




(Título:Gato Preto, da série Que macumba é essa?! Técnica: Nanquim, grafite e giz-de-cera sobre papel cartonado. Autor: Ton MarMel)





CORES, CORAÇÕES E TINTAS

Naturalmente, certas coisas não podem voltar a ser com eram, tais como as cores, corações e tintas usados, pois a vida é curta, mas as coisas boas e as emoções que podemos deixar podem durar uma eternidade.


(Cores, corações e tintas. Pintura óleo sobre tela pertencente a série Nós, Brinquedos. Autor: Ton MarMel) 




quarta-feira, outubro 09, 2013

NÃO EXISTE TEMPO RUIM PARA QUEM AMA

NÃO EXISTE TEMPO RUIM PARA QUEM AMA: CALENDÁRIO DO AMOR TOTAL DE TON MARMEL!!!

(Trabalho realizado a partir de pesquisa de folhetos e panfletos de propagandas que circularam no Brasil na década de 1970 - Ton MarMel)


Este é o único que confio. Neste você pode confiar. Neste não tem mau tempo, e em toda estação é o lugar. É garantia de amor o ano todo. Neste, o amor não é semanal, mensal ou anual, é muito mais que oral. É garantia de prazer total. - Recomende para suas amigas e amigos. Agora também na versão light-teen sem imagens sugestivas. 

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THERE IS NO TIME FOR THOSE WHO LOVE BAD: CALENDAR OF LOVE TOTAL MARMEL TON!! This is the only one I trust. In this you can trust. This does not have bad weather, in every season and is the place. Guaranteed to love throughout the year. In this, love is not weekly, monthly or yearly, is much more than oral. Guaranteed to total pleasure. - Recommend to your friends and friends. Now also in light-teen version without suggestive images. 

(NÃO EXISTE TEMPO RUIM PARA QUEM AMA: PROVA DE MATEMÁTICA! - Ton MarMel) 



(anTONio MARtins MELo - TON MARMEL)



terça-feira, outubro 08, 2013

SABOTADORES DE SONHOS

Quem nunca ouviu de uma pessoa próxima frases do tipo "tomara que você consiga, mas será muito difícil"? Mesmo que não seja por maldade, os destruidores de sonhos estão por toda a parte.

[EM CASO DE GENTE CHATA, FOFOCAS, FUXICO, MENTIRAS; E QUANDO SE PRECISAR ESTAR EM UM LUGAR DE PESSOAS CHATAS POR NECESSIDADE SOCIAL QUE NÃO SE PUDER EVITAR, USE ESSE BOTÃO QUE TE FARÁ BEM. (Ton MarMel)]



Pergunte a uma criança o que ela quer ser quando crescer. Provavelmente, você receberá como resposta uma profissão aparentemente inalcançável para nós, meros mortais, como astronauta, pintor ou astro do rock. Mesmo quem já cresceu tem sonhos trabalhosos, por assim dizer, que podem ser desde perder peso a comprar o apartamento dos sonhos. O problema começa quando os "matadores de sonhos" cruzam o caminho dos outros. Eles estão por todos os lados e podem até gostar de você, mas tentarão lhe fazer mudar de ideia. Comentários como "tomara que você consiga, mas saiba que será muito difícil" ou "espero que você não desista de novo" são motes pseudoencorajadores usados por eles. Como driblá-los?



Dizem que somos do tamanho dos nossos sonhos. Pois os sabotadores também. Denise Vilas Boas, psicóloga analítica comportamental e vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina (ABPMC), explica que o ato de desencorajar o outro é comum. "Acontece muito quando as pessoas acham que aquele sonho é fora do comum." Segundo ela, uma explicação para o impedimento à meta alheia seria a vontade de permanecer confortável. "Se eu boicoto a sua tarefa, não preciso criar um objetivo para mim, nem ver que o outro conseguiu e eu não."




Mas nem sempre isso ocorre por maldade. Algumas vezes, os comentários contrários são preocupações mal verbalizadas. Pais e mães, segundo Vilas Boas, são bons exemplos de pessoas que desencorajam tentando proteger os filhos do sofrimento. "Pode acontecer quando eles (os pais) não conseguem enxergar essa perspectiva ou acreditam que a pessoa não tem repertório para chegar aonde quer." Por isso, a psicóloga salienta que uma das coisas mais importantes a se pensar quando se tem um sonho é o que é preciso fazer para chegar lá — e se o indivíduo está disposto a passar por todas as fases necessárias. "Se alguém quer ser astronauta, mas não gosta de física, não vai conseguir. A pessoa que tem o sonho precisa conhecer seus limites e avaliar se tem condições de realizá-lo."



Objetivos de longo prazo exigem, além de planejamento, força de vontade. Angélica Capelari, psicóloga e professora da Universidade Metodista de São Paulo, explica que, se já é difícil se manter fazendo o que deve ser feito, comentários pseudomotivacionais complicam a meta ainda mais. Quem tem o sonho precisa de incentivo genuíno para não desistir. "Nem sempre se trata de uma sacanagem precipitada, mas atrapalha, pois, geralmente, as pessoas têm que trabalhar arduamente para conseguirem o que querem."



Gabriel Coelho Pinto Correia, 28 anos, tem certeza absoluta de que chegará aonde quer: ao estrelato. Formado em administração de empresas, ele conta que sempre sonhou em ser músico. Aos 6 anos, começou como muitos, cantando no coral da igreja que frequentava, mas garante que conseguirá realizar o sonho de chegar aonde poucos conseguem. Para isso, dedica todo o seu tempo à música. Além de ser vocalista da banda Daros, aprendeu a tocar violão para se apresentar sozinho. "Nunca tive um plano B, acho que sou o único da banda que não tem e nunca terei. Para mim, música é o plano A e sempre será."





Quando compartilha seu sonho, as reações se dividem entre quem já consegue vê-lo ganhando o Grammy e os que se preocupam com o passar do tempo. A banda começou em 2006, mas o contrato com a gravadora — e, consequentemente, a gravação do videoclipe e do CD — só veio em 2010. "Algumas pessoas apoiam, mas vejo que não acreditam. Tem gente que fala mal, que eu estou ‘viajando’, que já estou com 28 anos e a banda ainda não deu certo e que eu não acordei, que não tenho um plano B. Mas mesmo meus outros planos são voltados para a música. Mesmo que os outros desistam, eu não vou desistir nunca."





Quando os pais são os "destruidores"



Gilberto Godoy, psicólogo e professor do UniCeub, explica que há algumas coisas importantes para entender a existência dos matadores de sonhos. Primeiro, segundo ele, é que dentro das características humanas diante da incapacidade de realizações, as pessoas tendem a deixar exalar o que se chama culturalmente de inveja. "Ela nada mais é que o subproduto de nossas incapacidades. Ninguém inveja o que já tem. Isso está muito relacionado ao sentimento de insegurança." Outro fator de destaque seria o comportamento verbal de cada um, que, nem sempre, exprime exatamente o que se passa na cabeça de quem fala. "No comportamento verbal, há o que a pessoa diz, o que ela quis dizer, o que ela faz ao dizer e o que consegue com o que diz", enumera.


No caso dos pais, por vezes, os principais suspeitos (e acusados) de não apoiar os sonhos dos filhos, Godoy diz que o comportamento indica apenas um incômodo, uma preocupação natural. O que importa mesmo é saber esmiuçar o comportamento verbal dos outros e ter firmeza do que se quer. "Quanto mais consistente o objetivo, mais sólido será o caminho até ele." Feito tudo isso, é hora de se vacinar contra o que os outros pensam. "É uma escravidão social. Desde cedo, somos ensinados a nos preocupar com o que estão achando de nós."



O melhor tratamento contra a língua afiada dos outros? Boas doses de autoconhecimento e de seus efeitos colaterais, como a autoconfiança. "Vivemos correndo atrás de sonhos que são produzidos por demandas culturais, e não por nós mesmos", ensina Gilberto Godoy. Não há problema, portanto, em sonhar com uma Ferrari estacionada na frente de uma mansão — desde que a meta seja honesta, e não baseada na tentativa de ser aceito. O caminho para o autoconhecimento e para a definição de objetivos pessoais é vasto, segundo o especialista, e passa por leituras, terapia e convívio social. "Pode ser até em uma conversa com amigos mais experientes e familiares. O que importa é ter contato com pessoas francas, honestas, que darão conselhos confiáveis."



Sempre que conta que sonha em ser autor de novelas, Ítalo Damasceno Souza, 29 anos, escuta comentários positivos. Custear o sonho, contudo, não é fácil. Para "ganhar a vida", ele trabalha como advogado e estuda para concurso público. Mas está longe de reclamar. "Como venho de Teresina (PI), achei que era uma coisa muito distante. Aqui em Brasília é que escrever se tornou uma opção real, junto com estudar para concurso. Agora, não é mais ‘vou estudar para concurso para, quando eu passar, começar a escrever’", explica. Ele conta que, em sua terra natal, ser escritor não despertava muita credibilidade. O escritor seria visto como "uma pessoa louca, que passa fome e vive às custas de subvenção do governo".



A vontade de escrever, contudo, continuou existindo, mesmo com ressalvas vindas até de seus pais. "Eles encaram como um hobby", resume. Na universidade, Ítalo conheceu pessoas que também queriam escrever profissionalmente. Em seguida, a internet possibilitou a divulgação de seus textos. Um concurso de contos, este ano, fez com que suas palavras chegassem ao papel. "Depois desse concurso, vi que daria certo, que existem alternativas que me dariam a chance de ganhar dinheiro com isso", comemora. "Isso passou a se tornar uma possibilidade real, tanto quanto concurso."



Por enquanto, Ítalo considera o direito como um plano B. Não que não veja ligação entre as duas profissões, mas, de acordo com ele, o conhecimento das leis é uma ponte para seu sonho de escrever para a telinha. Embora o plano original seja passar em um concurso para só depois se dedicar aos escritos, no momento, Ítalo vive suas três funções — trabalhar, estudar e escrever — ao mesmo tempo. "Não é fácil, nem sempre dá certo. Em determinado momento, um fica mais intenso, outro menos." Enquanto a aprovação não chega, o sonho vai criando asas. "Talvez, quem sabe, se eu tiver coragem, largo o concurso e fico só escrevendo." 





Como realizar seus sonhos 



Objetivos se atingem com muitos recursos. 


Em primeiro lugar, é preciso saber o que quer e quais são seus valores. Ou seja, não perca o foco do objetivo principal e invista sempre em novas estratégias.


Tenha seu objetivo traçado e definido com precisão.


Após isso, é fundamental fazer uma estruturação de referências para se chegar lá, amparado por convicções de capacidade própria muito fortes. Ou seja, força emocional, entusiasmo e crença na conquista, demore o tempo que custar.


Muitos desabam no meio do caminho, desistem e colocam a culpa no objetivo. Porém, lembre-se: se outros conseguiram, é possível. 


É preciso mudar a estratégia quando algo não estiver dando certo — e esqueça que a palavra "desistência" existe.


Acredite em suas capacidades e não se deixe vencer pelo caminho, não importa o quão longo ele seja. 


Projetos de curto prazo são como querer que sementes plantadas em um dia deem frutos maduros no outro. Sonhos são grandes projetos de longo prazo, demandam persistência, crença, entusiasmo, ações massivas e paciência até que se realizem.



Fonte: Rodrigo Batalha, especialista em desempenho comportamental, palestrante, consultor e autor do livro Desempenho Máximo, estratégias para conquistar os seus objetivos.



(Gláucia Chaves. Revista do Correio. Correio Braziliense, 22.09.2013, ano 8, número 436, Brasília-DF)

quinta-feira, setembro 19, 2013

DESABAFO: SINTO VERGONHA DE MIM

“Sinto vergonha de mim! 
*
(Desabafo: Tenho vergonha de mim. Trabalho criado através de técnica artística digital de autoria de Ton MarMel. Brasília - DF, 19.9.2013)
*
Por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil 
enveredar pelo caminho da desonra.
*
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente, 
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo, 
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
*
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas 
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
*
'Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
*
Tenho vergonha da minha impotência, 
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo 
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
*
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!”

*
" De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto." 
*


(Desabafo: Tenho vergonha de mim. Poema de Cleide Canton, acrescido de verso de Rui Barbosa ao final, declamado por Rolando Boldrin)

terça-feira, setembro 10, 2013

BRASIL, PÁIS SEM ARTES E SEM CULTURA LEGAIS OU PAÍS SEM DIREITO À ARTE E À CULTURA

O direito à cultura e o direito às artes não constam dos Direitos e Garantias Fundamentais, não constam dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, e nem dos Direitos Sociais.



O art. 6º da Constituição Federal - que traz o rol dos Direitos Sociais - não faz qualquer menção ao Direito Social à Cultura e Direito Social às Artes. 
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Enquanto a Cultura ainda é abordada no art. 215 e seguintes da Constituiçãp Federal, a palavra Arte em si sequer é mencionada no texto da Lei Maior do Brasil, senão vejamos:
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Seção II

DA CULTURA

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Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
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§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
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§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.
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§ 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural do País e à integração das ações do poder público que conduzem à: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005).
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I defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
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II produção, promoção e difusão de bens culturais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
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III formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
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IV democratização do acesso aos bens de cultura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
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V valorização da diversidade étnica e regional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 48, de 2005)
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Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade
.brasileira, nos quais se incluem:
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I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
§ 1º - O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
§ 2º - Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.
§ 3º - A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais.
§ 4º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 5º - Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.
§ 6 º É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
I - despesas com pessoal e encargos sociais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
II - serviço da dívida; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
Art. 216-A. O Sistema Nacional de Cultura, organizado em regime de colaboração, de forma descentralizada e participativa, institui um processo de gestão e promoção conjunta de políticas públicas de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da Federação e a sociedade, tendo por objetivo promover o desenvolvimento humano, social e econômico com pleno exercício dos direitos culturais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012)
§ 1º O Sistema Nacional de Cultura fundamenta-se na política nacional de cultura e nas suas diretrizes, estabelecidas no Plano Nacional de Cultura, e rege-se pelos seguintes princípios: Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
I - diversidade das expressões culturais; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
II - universalização do acesso aos bens e serviços culturais; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
III - fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IV - cooperação entre os entes federados, os agentes públicos e privados atuantes na área cultural; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
V - integração e interação na execução das políticas, programas, projetos e ações desenvolvidas; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VI - complementaridade nos papéis dos agentes culturais;  Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VII - transversalidade das políticas culturais; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VIII - autonomia dos entes federados e das instituições da sociedade civil;Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IX - transparência e compartilhamento das informações; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
X - democratização dos processos decisórios com participação e controle social; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
XI - descentralização articulada e pactuada da gestão, dos recursos e das ações; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
XII - ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 2º Constitui a estrutura do Sistema Nacional de Cultura, nas respectivas esferas da Federação: Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
I - órgãos gestores da cultura; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
II - conselhos de política cultural; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
III - conferências de cultura; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IV - comissões intergestores; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
V - planos de cultura; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VI - sistemas de financiamento à cultura; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VII - sistemas de informações e indicadores culturais; Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
VIII - programas de formação na área da cultura; e Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
IX - sistemas setoriais de cultura. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 3º Lei federal disporá sobre a regulamentação do Sistema Nacional de Cultura, bem como de sua articulação com os demais sistemas nacionais ou políticas setoriais de governo. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012
§ 4º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos sistemas de cultura em leis próprias. Incluído pela Emenda Constitucional nº 71, de 2012

(Ton MarMel)



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