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NÚMERO DE VISITANTES

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Quem é Ton MarMel

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Brasília, DF, Brazil
Com uma trajetória marcada pela vocação precoce, Antonio Martins Melo (Ton Marmel) transforma sua paixão infante por pintura, desenho e escultura em uma poética visual contemporânea. Advogado pós-graduado, traz o rigor técnico para a liberdade consolidada em salões, exposições individuais e coletivas reconhecidos por diversos prêmios. Currículo plataforma Lattes - CNPQ do governo do Brasil, https://lattes.cnpq.br/079869069679113

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segunda-feira, junho 10, 2013

NAMORADO(A): TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO!


(NAMORADOS. Desenho a nanquim e aquarela, sobre papel canson. #TonMarMel) 


"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, núvem, quindim, brisa ou filosofia. 



Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. 




Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de

aflição. 



Quem nao tem namorado não é quem nao tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado. 

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. 

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, núvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. 

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Nao tem namorado quem nao gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não
tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metrô. 

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. 

Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. 

Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. 

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. 

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria. 

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça."

(Namorado: Ter ou não ter, é uma questão. Carlos Drumond de Andrade)


sexta-feira, junho 07, 2013

QUADRADINHO DE 8 É 10 !!!

(#TonMarMel)

(Quadradinho de 8 é 10 !!! Porque na tela existem 10 quadradinhos de 8, ou seja, 8 x 8 = 64, e 6 +4 = 10... Entendeu?!)




sexta-feira, abril 26, 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO

(#TonMarMel)

Fazer aniversário é saber que o novo vem e que atrás vem gente. Fazer aniversário é olhar para trás com gratidão e para frente com fé!


"Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, devia ter estado lá. Isso não importa. Vamos inventar o amanhã, e parar de nos preocuparmos com o passado".



Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas. Sorrir novos motivos, chorar outros, porque fazer aniversário é agradecer mais vezes.

Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.... Daí decorre a nossa frutificação.

E acreditando que fazer aniversário é isso, fico com a promessa de que “…Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6).




Parabéns a você nesse dia tão grandioso.

Abraços, brou!


(Ton MarMel)

quarta-feira, abril 17, 2013

LEILÃO DE BONECA INFLÁVEL

LEILÃO DE VIRGINDADE DE BONECA INFLÁVEL SERIA A MAIS RECENTE COISIFICAÇÃO DO SEXO E SINAL DO FIM AMOR?!

(Imagens captadas da internet e montadas por #TonMarMel)


Olhos verdes, cabelos castanhos, boca carnuda, seios pequenos e pele macia. Esta é Valentina. Perfeita, diriam alguns. Parece até montada, diriam outros. Valentina é na verdade uma boneca inflável que leiloaram a “virgindade” recentemente no Brasil e que despertou curiosidades, seja porque muitos homens têm o sonho de ser o primeiro "amor" de uma garota, seja porque as jovens estão se iniciando na vida sexual muito cedo, ou porque ele era muito tímido quando tinha a mesma idade das pretendentes. Seja como for, tal como ocorreu recentemente com a catarinense Catarina Migliorini, de 20 anos - que parece haver desistido de leiloar sua virgindade -, Valentina foi, sim, a atração principal de uma mostra erótica de bonecas infláveis. Afinal, para alguns, "um brinquedo inflável não fala, não magoa, não comete nenhum deslize que acabe partindo o coração de alguém."

Seja enfim como for, é fato que toda essa estória lembrou alguns "brinquedos" optados por algumas mulheres como solução para a insatisfação de suas vidas amorosas, mas igualmente fez lembrar de várias outras questões humanas e seus valores de ordem emocional, espiritual, material, racional e religiosa, principalmente nestes tempos de exposição de sexo e sexualidade gratuitas reais e até virtuais.

Sem dúvida que a referida boneca segue o padrão e estereótipo físico europeu, de fácil vendagem imposto culturalmente por uma classe dominante desde os tempos coloniais em que "se amarrava cachorro com linguiça". Mas, fica-se a imaginar a contradição atual: Fala-se muito, hoje, em aceitação da diversidade humana como uma espécie de obrigação social a todos, protestam contra as opiniões do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, fala-se muito em homofobia, união homoafetiva entre pessoas do mesmo sexo; ou seja, vive-se num país em que se pode expressar pensamentos e ideias. No entanto, causa estranheza saber que apesar das facilidades que se tem de se expressar, de se buscar solução para os problemas e carências humanas COM OUTRO SER HUMANO, de fato, existem pessoas que preferem - até egoisticamente - fecharem-se em si mesmas, direcionar suas emoções, afetividade e prazer sexual para coisas estranhas e inclusive matéria morta como uma boneca de plástico ou outro foco/objeto material qualquer. Causa estranheza a constatação de que - para uma boa parte das pessoas - o ser humano não é a melhor e a mais prazerosa das companhias de convívio existente, e que, preferindo isolar-se da própria espécie/raça, o ser humano está perdendo ou já perdeu o seu sentido de animal sociável: perdeu o porquê de sua existência sobre a face da terra.

(Ton MarMel)

sexta-feira, março 08, 2013

MULHER É BOM! PARABÉNS, MULHER!


“Mulher é tão bom que até mulher anda pegando mulher.” (#TonMarMel)


Mas, em outros povos E ainda nestes tempos não é bem assim o andar da carruagem, se não vejamos:


“Que a mulher é um flagelo desmedido posso provar; o pai que a gera e cria estabelece um dote a quem a leve, a quem o livre de tamanha praga;  doutro lado, para quem leva para casa essa perniciosa criatura se regala de ornar com atavios seu ídolo fatal e – desgraçado! – esgota seus tesouros a vesti-la. Não escapa ao destino; se a aliança com parentes nobres o rejubila, a esposa lhe reserva o desencanto; se esta lhe agrada, mas levou com ela sogros inúteis, a felicidade mal dá para aliviar a desventura. Antes nada, ou então, sentada em casa, uma mulher simplória e, assim, inútil. Odeio a inteligente; ...é antes nas espertas que Afrodite inocula o pecado; as imbecis são preservadas dos desejos loucos pela curta extensão da inteligência. A mulher não devia ter em torno nenhuma serva e, sim, viver no meio de mudos animais, assim não tendo a quem dizer, de quem ouvir palavra.” [Eurípedes (484406? a . C.), Hipólito].


“Se fosse possível ter filhos de outro modo, não mais seriam necessárias as mulher e os homens estariam livres dessa praga!”  [Eurípedes (484406? a . C.), Palavras de Jasão].


“Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição.” (Provérbios, 11,22)


“O chefe da façanha é uma mulher.” [Virgílio (70-19 a. C), Eneida I].


“A mulher é prato para os deuses, quando não é o diabo que a prepara.” [Shakespeare (1564-1616), Antônio e Cleópatra, Ato V].


“Pode-se graduar a civilização de um povo pela atenção, decência e consideração com que as mulheres são educadas, tratadas, protegidas.” “ São desagradáveis e intoleráveis as mulheres, quando saindo da esfera feminina tomam o caráter masculino.” [Marquês de Marica (1773-1848), Máximas).


“... as mulheres vêem tudo ou não vêem nada, segundo as disposições de sua alma: o amor é a sua única luz.” [Balzac (1799-1850), A Falsa Amante].


“Deus fez a mulher para o homem. E para o bem e o incremento do mundo.” [Tennyson (1809-1892) Edwin Morris].


“Uma mulher é um país estrangeiro, do qual, embora nele se fixe cedo, um homem nunca compreenderá completamente os costumes, a política e a língua.” [Coventry Parmore (1823-1836), O Anjo na Casa, II,9].


“A mulher será sempre o perigo de todos os paraísos.” [Paul Claudel (1868-1955), Conversações no Loir-et-Cher].


“Os pensamentos das mulheres originam-se no abdome e dirigem-se para cima, ao passo que os pensamentos dos homens originam-se na cabeça e dirigem-se para baixo.” [Isadora Ducan (1878-1927), Com Amor e Ironia].


“Uma mulher nunca deseja mal a seus inimigos, mas o pior.” [Kornel Makuszynnski (1884-1953), Sobre Mulheres].


“As mulheres que nada custam a um homem não têm idéia de quanto lhe custam.” “A mulher é um cristal colorido através do qual olhamos a vida.” [Pitigrill, Ultraje ao Pudor).


“As mulheres quanto mais perdidas, mais achadas.” [Mauro Mota (1912), Antologia em Verso e Prosa].


“A mulher ideal é aquela que não percebe nossos defeitos.” [Mário da Silva Brito (1910), Diário Intemporal].


“A mulher do vizinho é sempre mais magra que a nossa.” [Millôr Fernandes (1924), Literatura Comentada]


“Em matéria de mulher, há um tipo cem por cento: desquitada, analisada e com apartamento.” [Luís Fernando Veríssimo (1936), A Grande Mulher Nua].


“O que defende as mulheres é pensarem que todos os homens são iguais, enquanto o que perde os homens é crerem que todas as mulheres são diferentes.” [Ramón Gómez de La Serna (1613-1680), Greguerias]



(Ton MarMel)

terça-feira, fevereiro 26, 2013

AQUI JAZ O AMOR E UMA CABANA

(Um amor e uma cabana, por #TonMarMel)


Sem choro nem vela: A prática da teoria. Fácil dizer. Difícil fazer e aceitar.

Tem coisas que no rascunho do papel são ótimas... Mas no cotidiano é cada vez mais difícil... Principalmente no mundo materialista.


Ton MarMel

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

OS DERVIXES E O GALO (SARNEY E RENAN "ENCALHEIROS")

 (#TonMarMel)
“Conta-se que um dervixe, ao regressar de uma peregrinação, se hospedou na choupana de um camponês que o acolheu com grande cordialidade.
Uma semana depois, a mulher do camponês lhe disse:
- Homem, manda embora esse dervixe (dervixe é um religioso mulçumano). Se ele continuar a comer tanto, deixa-nos na miséria.
Respondeu o marido:
- Não posso fazer tal coisa, mulher; seria pecado expulsar de casa um homem tão santo e virtuoso!
Decorrida outra semana, a mulher voltou a insistir.
-Manda embora o dervixe. Já não há o que comer em casa.

À vista disso, o camponês resolveu-se a despedir o hóspede importuno. Encontrou-o no jardim, descansando em branda relva, absorto em profunda meditação.
Disse-lhe:
- Rendo-te, senhor, graças pela visita que fizeste ao meu humilde tugúrio (cabana). É justo, porém, que outros gozem também de semelhante honra. Já comemos as últimas tâmaras.
  
O santo homem inclinou a cabeça e respondeu:
-Pois sim, meu filho. Longe de mim a idéia de querer abusar da tua hospitalidade. Acorda-me amanhã ao romper do dia, para continuar a sagrada viagem.
Na manhã seguinte, quando as estrelas se apagavam no céu, o camponês foi despertar o dervixe. Sacudiu-o pelo ombro a fim de arrancá-lo do sono:
- Levanta-te, meu bom amigo, que o galo já cantou!
Exclamou o dervixe:
- Oh! ainda tens um galo!...
  
E virando-se para o outro lado, continuou a dormir...”

..........................
 Moral da estória: Enquanto houver um galo a ser comido não se larga a rapadura. (O Dervixe e o Galo: Conto infantil atribuído ao famoso escritor brasileiro de nome Julio Cesar de Melo e Sousa, conhecido pelo pseudônimo de Malba Tahan, autor consagrado de O Homem que Calculava e dezenas de outras obras).

Ton MarMel.